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Novo Golf tem cara de... Golf

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Manter os elementos de estilo há três décadas é um
destaque do médio da VW, reformulado para Frankfurt

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Às vésperas de completar 30 anos (leia história), o Golf chega à quinta geração exibindo uma virtude: a de manter os elementos básicos de seu estilo, renovação após renovação. Com estréia marcada para o Salão de Frankfurt, em setembro, o novo Volkswagen coincide pela terceira vez sua reformulação com a do Astra (foram lançadas juntas, no mesmo evento, as versões de 1991 e 1997 dos dois modelos).

Os "caracteres Golf" estão todos presentes, como as formas robustas, as largas colunas traseiras e os faróis com refletores circulares, embora inseridos em grandes conjuntos óticos. As luzes de direção vêm abaixo deles, tendência lançada pelo BMW Série 7, enquanto seus repetidores passam para os retrovisores, como nos Mercedes-Benz. A seção central do capô é agora mais baixa que as laterais. Inusitado o desenho das lanternas traseiras, que lembra o do VW Touareg.

Clique para ampliar a imagem Os faróis circulares estão em grandes conjuntos óticos, mas garantem à quinta geração um vínculo com as quatro anteriores

Como tem ocorrido com todo automóvel, o Golf cresceu: em 57 mm no comprimento (agora 4,204 m), 24 mm na largura (1,759 m) e 39 mm na altura (1,483 m). O entreeixos não é informado, mas deve ter passado a 2,58 m, como no novo Audi A3, de mesma plataforma. O porta-malas chega a 347 litros (antes, 330 l) e a rigidez da estrutura aumenta em 80%.

O interior ainda não foi divulga
do, mas a VW promete para as três versões de acabamento (Trendline, Comfortline e Sportline) "perfeição até os mínimos detalhes". Entre os recursos, o ar-condicionado permite seleções separadas de temperatura (esquerda/direita) e fecha a admissão de ar externo quando o lavador de pára-brisa é acionado, para evitar a entrada de cheiro do produto detergente...

As lanternas lembram as do utilitário esporte Touareg, mas as colunas traseiras bem largas -- ao menos no cinco-portas, o único apresentado -- não poderiam faltar Clique para ampliar a imagem

Os bancos podem ter ajuste elétrico do apoio lombar, em dois níveis, e o dianteiro direito é rebatível. Claro, há uma farta dotação de segurança: bolsas infláveis frontais, laterais e de cabeça, cinco encostos de cabeça (os dianteiros ativos, que se ajustam no momento de uma colisão) e pedais desarmáveis de série.

A mecânica aponta o definitivo abandono do eixo traseiro de torção, espécie de marca registrada dos VWs de tração dianteira desde o Passat 1973, em favor do moderno conceito multibraço. A direção agora tem assistência elétrica e são de série o controle de estabilidade (ESP) e a assistência adicional de freios.

Clique para ampliar a imagem Versões de seis cilindros e tração integral chegam mais tarde; a suspensão traseira passa a ser multibraço, um abandono da tradição de 30 anos da marca

Na área de motores, novidade é o TDi turbodiesel de 2,0 litros, 16 válvulas e 140 cv, com injeção direta, que pode ser usado com câmbio manual ou com o automatizado DSG, ambos de seis marchas. A injeção direta também equipa o FSi 1,6 a gasolina, de 115 cv, que oferecerá um câmbio automático de seis velocidades. A linha terá outros motores, a partir de 75 cv, mas as versões de seis cilindros e com tração integral ainda não foram divulgadas.

O novo Golf virá ao Brasil? O mais provável é que venha importado do México, podendo a geração atual permanecer por algum tempo como opção mais acessível. A VW ainda não se definiu sobre sua fabricação em São José dos Pinhais, PR, mas o BCWS lamenta a possibilidade de que o Brasil perca essa disputa para o México, já que o Golf sempre vendeu bem por aqui e certamente seria mais barata a produção local.

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Data de publicação: 22/7/03

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