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Curiosidades

Existem ainda os carros que mudam de nome ao serem produzidos sob licença. Na década de 60 o Renault Alpine A 108 tornou-se Willys Interlagos no Brasil; na seguinte, o Dodge 1800 (depois Polara) surgiu com base no Hillman Avenger inglês. Mais recentemente, ocorreu o mesmo com os coreanos Daewoo Cielo, Racer e outros (na verdade Kadetts), o japonês Mitsubishi Pajero (vendido como Asia Galloper) e o indiano Maruti 800 (versão local do Suzuki Alto).

Poucos carros tiveram tantos nomes quanto o Kadett, ainda produzido no Leste Europeu como Daewoo Cielo

Isso pode acontecer até por motivos políticos, por incrível que pareça. Quando os russos levaram para casa, num trem de 59 vagões, todo o maquinário do Kadett da arrasada (pelos bombardeiros americanos) fábrica Opel de Rüsselsheim, Alemanha, o carro passou a ser fabricado na URSS -- com o nome de Moskovich 400, em 1947.

Claro, não se podem esquecer as associações e fusões, cada vez mais comuns. A Renault utilizou a Nissan para chegar ao mercado mexicano, daí o Clio renomeado Platina. A GM americana já vendeu muitos carros pequenos produzidos, na verdade, por suas associadas japonesas. O Kia Visto e o Hyundai Atos são o mesmo modelo, já que as marcas se uniram. E no Brasil existiram as vans Renault Traffic e Chevrolet Space Van (que também se chamou Traffic por algum tempo), trazidas da Argentina, onde as empresas eram sócias.

Você o conhece por outro nome, mas é como Nissan Platina que o Clio Sedan é oferecido aos mexicanos; em outros mercados é o Clio Symbol ou o Thalia

Finalmente, há os motivos de adequação ao idioma local ou mesmo a fatos curiosos. A Volkswagen cogitou o nome Jetta, original do mercado americano, para o Bora vendido aqui, mas temeu que a pronúncia correta ("ieta") não fosse compreendida. O Mitsubishi Pajero, nos mercados de língua espanhola, teve de ser renomeado Montero. É que pajero nesse idioma é algo que não fica bem num veículo: masturbador.

A GM, por sua vez, rebatizou o Opel Ascona (uma cidade suíça) como Monza ao nacionalizá-lo, em 1982, receando que o nome sugerisse asco ao consumidor brasileiro. A mesma Chevrolet abandonou o nome Astra, previsto para o Kadett brasileiro (já usado na versão Vauxhall inglesa e escolhido para evitar associação com a ditadura militar, recém-encerrada à época), pela coincidência com uma marca de utensílios sanitários.

Mitsubishi Montero, e não Pajero: caso curioso de mudança de nome para evitar piadas e a rejeição do mercado

Até a numerologia influencia os automóveis: a Alfa Romeo descobriu que o número 164, em Cingapura, significa "morte no decorrer de uma viagem". Passou a vender seu sedã como 168, que indica "prosperidade durante toda a viagem". Não teria sido diferente, mas por outra razão, caso a Ford resolvesse fabricar aqui o modelo compacto Pinto, lançado em 1971 nos EUA. O nome certamente teria de ser outro, dado o que poderia surgir de piadas e brincadeiras. Continua

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