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Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Citroën C5: enfim, aparece o sucessor do Xantia

Clique para ampliar a imagemUm dos lançamentos mais aguardados -- e mantido em segredo até a abertura do salão à imprensa, neste dia 28 --, o Citroën C5 vai assumir não só o lugar do Xantia, como também o do topo-de-linha XM até que surja seu sucessor direto, o C6 (já apresentado como carro-conceito). As linhas são muito próximas das que o Best Cars Web Site revelou ainda em 1999 (saiba mais), tendo a frente inspirado o novo Xsara (veja neste mesmo artigo).

O C5 é o primeiro Citroën com a nova denominação, que troca nomes com "X" por siglas alfanuméricas. Depois dele haverá o C6, o pequeno C3 (sucessor do Saxo) e o médio-pequeno C4, para o lugar do Xsara. O novo sedã é mais longo que o Xantia, com 4,62 metros, e traz um terceiro volume (porta-malas) mais destacado que o "meio volume" de seu antecessor, com capacidade de 456 litros. No interior, uma meta foi proporcionar ampla visibilidade aos passageiros, pelo que a altura chega a 1,48 metro.

Chega em janeiro com seis bolsas infláveis, controle de tração e motores de 2,2 litros HDI, de 136 cv, e V6 3-litros de 210 cv. Mais tarde virão o 2-litros HDI e o 2-litros de injeção direta HPi. Sua plataforma dará origem aos diversos Citroëns e Peugeots dos segmentos grande e médio-grande.

Como não poderia deixar de ser, está presente a mais moderna suspensão Hydractive, capaz de adaptar os amortecedores às condições de estrada e aos movimentos do veículo, como aceleração, frenagem e curvas. Em alta velocidade a altura de rodagem é reduzida, em 15 mm à frente e 11 mm atrás, para um centro de gravidade mais baixo e menor
sustentação aerodinâmica. Já em piso irregular pode ser elevada em 13 mm. Não há manutenção prevista no sistema antes de cinco anos ou 200.000 km.

Peugeot: quatro conceitos para o trânsito do futuro
Kart Up - clique para ampliar a imagem Bobslid - clique para ampliar a imagem
Nenhuma marca ousou tanto em carros-conceito quanto a Peugeot, que está "em casa". Sob o tema "automóveis urbanos para 2020", apresentou quatro propostas inusitadas, sem falar no menos radical Prométhée (leia neste mesmo artigo).

O Vroomster -- curioso desde o nome, provável fusão da onomatopéia "vrum" com o termo roadster, ou esportivo aberto de dois lugares -- é inspirado nas motos, com o passageiro atrás do piloto e o tanque de combustível entre as pernas deste. Mas o motor é de automóvel, um 1,6-litro de 110 cv.

O E-Doll traz uma estrutura de fibra de carbono, pneus traseiros extremamente largos e dispensa portas. Possui dois motores elétricos emprestados de um scooter da Peugeot. Outra proposta é o Bobslid, um carro assimétrico, pois possui 2+1 lugares à esquerda e o compartimento de bagagem à direita. A porta, que também é teto, abre-se da direita para a esquerda. É comandado por dois joysticks e utiliza nada menos que 10 pequenos motores elétricos.
E-Doll - clique para ampliar a imagem Vroomster - clique para ampliar a imagem
Enfim, o Kart Up assume o lado esportivo ao utilizar o V6 de 3 litros e 210 cv do Peugeot 406. É um roadster com laterais abertas para uma grande interação com o meio-ambiente. A meta da empresa com esses conceitos é desenvolver veículos leves, ágeis, econômicos e pouco poluentes para o congestionado trânsito do futuro.
A8 W12: primeiro motor com cilindros em "W"

Depois de ensaiar durante tantos anos -- na primeira vez, com o Avus de 1993, o motor era uma maquete e não funcionava --, o Grupo Volkswagen coloca finalmente no mercado um motor com cilindros em "W", configuração adotada em quase todos os seus recentes carros-conceito. O modelo escolhido não foi um Bugatti, nem o novo utilitário-esporte, mas o Audi A8.

A inovação começa por um 12-cilindros construído a partir da união de dois VR6 -- o compacto V6 do grupo com ângulo de apenas 15° entre as bancadas -- a 72°. Com cilindrada de 6 litros, o W12 resulta em 420 cv de potência e 56 m.kgf de torque. É o sedã mais potente do mundo em produção em série e supera esportivos como Corvette Z06 e Ferrari F360 Modena. A transmissão é Tiptronic, de cinco marchas e controles no volante.

Disponível apenas com entreeixos longo, o A8 W12 pesa 1.980 kg, mas consegue desempenho surpreendente: menos de 6 s de 0 a 100 km/h (a máxima continua limitada a 250 km/h). Externamente recebeu nova grade e saídas de escapamento, além de rodas exclusivas de 18 pol com pneus 245/55.
Continua

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