| Lancia
Nea, o carro que interage com o motorista |
Interatividade
é a palavra-chave do Nea, carro-conceito da italiana
Lancia (uma das empresas do Grupo Fiat) no salão. Alguns
de seus recursos lembram filmes de ficção, como os
vidros eletrocrômicos que se escurecem sob incidência
de luz, mas clareiam quando o motorista se aproxima do veículo
para iluminar o interior. Quando a porta é aberta, o
banco se rotaciona para facilitar a saída.
Para maior agilidade no tráfego, as quatro rodas esterçam.
Os faróis autoajustam sua intensidade de acordo com a
luminosidade ambiente. No interior, podem-se acionar os
comandos pelo toque nas telas dos mostradores ou através
da voz. O dispositivo HMI, ou interface homem-máquina em
inglês, reconhece frases como "mude de estação de
rádio" ou "exiba o mapa de Roma" e aciona
os sistemas correspondentes.
A tecnologia do Nea visa também à segurança ativa,
aquela que evita acidentes. Um sistema anticolisão, com
radar e atuadores, assume o controle de direção, motor
e freios na iminência de um acidente. Algumas inovações
foram trazidas do conceito Dialogos, de 1998, que dará
origem ao próximo sedã de luxo da Lancia (saiba
mais). Mas o Nea
é um cupê e mede apenas 4,1 metros de comprimento, próximo
de um Brava.

No frio intenso, o usuário
pode telefonar para o carro e solicitar que acione o
aquecimento interno. Seu sistema de navegação integra
as informações do CD-ROM às obtidas por telefonia móvel,
de modo a indicar os caminhos menos congestionados até o
destino solicitado. Enquanto isso, os passageiros
assistirão ao DVD ou navegarão pela Internet. O sistema
de áudio possui 19 auto-falantes da renomada marca Bose
e pode tocar o formato MP3.
Alguns recursos do Nea podem parecer impraticáveis mas,
pelo passo atual da tecnologia, os mais céticos talvez
se surpreendam com sua aplicação dentro de poucos anos.
Continua
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