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BMW praticamente inventou, com o 2002 de 1968, o segmento de
sedãs médios com desempenho e comportamento esportivos. O conceito
evoluiu para o Série 3 de 1975 e suas gerações até hoje, mas de
certa forma se perdeu à medida em que o carro ganhou tamanho e peso.
Surgiu espaço abaixo do "3" para um três-volumes menor, mais leve e
acessível. Uma lacuna que a marca de Munique espera ocupar com o novo
Série 1 Coupe, a terceira versão desta linha, depois dos hatches de três
e cinco portas.
O cupê mantém as formas do hatch até as portas, onde assume linhas
mais alongadas e charmosas. A traseira é que poderia ter recebido maior
ousadia, pois chega a lembrar modelos de desenho tímido como o Hyundai
Accent da década passada. O conjunto aerodinâmico M Kit, de série na
versão 135i, inclui um defletor na tampa do porta-malas e as lanternas
usam LEDs. O interior é semelhante ao do
Série 1 conhecido, com duas opções de revestimento (couro natural e
sintético) e um pacote esportivo opcional que adota bancos mais
envolventes. O banco traseiro é rebatível e bipartido.
A linha inicial do cupê tem duas versões, 128i e 135i, ambas com motores
de seis cilindros em linha e 3,0 litros a gasolina. A primeira tem
aspiração natural, sistema
Valvetronic, potência de 230 cv e
torque de 27,6 m.kgf. A outra vem com dois
turbos, resfriador de ar e
injeção direta para obter 306 cv e 41,5
m.kgf, torque este disponível logo a 1.400 rpm. O mais potente acelera
de 0 a 100 km/h em 5,3 segundos e vai a 250 km/h, anuncia a BMW.
Como não poderia deixar de ser, a tração do novo "1" é traseira, com
suspensão McPherson à frente e multibraço atrás. Os
controles de estabilidade e tração, de
série, podem ser desativados e a direção ativa (com relação variável
conforme a velocidade) é opcional. No 135i as rodas de 18 pol, suspensão
e freios são especiais. O pacote de segurança passa ainda por faróis de
xenônio com
facho autodirecional (item à parte no 128i) e seis bolsas infláveis
de série, sendo duas frontais, duas laterais e duas cortinas. |