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Norte-americanos, assim como seus colegas de continente aqui debaixo do
Equador, não gostam de hatches acima do segmento médio. Já europeus os
aceitam bem (os alemães menos, os franceses mais) e isso parece explicar
o lançamento do BMW Série 5 Gran Turismo, que havia aparecido como
carro-conceito em março no Salão
de Genebra.
O nome carismático — e
curiosamente igual ao do cupê da Maserati
— tenta dar esportividade a uma variação que, em essência, adiciona
aspectos práticos ao Série 5 de três
volumes. O GT é um cinco-portas e, como tal, permite fácil acesso ao
amplo compartimento de bagagem (440 litros) por um vão que recorta o
para-choque e chega ao teto. A novidade é o segundo modo de abertura da
porta, apenas pela parte inferior, sem levar o vidro traseiro com ela.
Dessa forma, passageiros não são perturbados por vento, ruídos ou
alteração da temperatura interna.
O ajuste longitudinal dos bancos traseiros independentes, em curso de
100 mm, abre escolha entre espaço de pernas de Série 7 (com o
porta-malas citado) ou de Série 5 sedã, condição em que a bagagem pode
chegar a 590 litros. E há ainda o rebatimento dos bancos para levar o
espaço a 1.700 litros. Em qualquer caso, os passageiros de trás
desfrutam encostos reclináveis e acomodação para a cabeça similar à de
um X5, o que surpreende dada a linha curva com que o teto desce rumo à
traseira. Os itens de conveniência passam por ar-condicionado de quatro
zonas, disco rígido de 80 Gb para navegação e músicas, sistema de
entretenimento com DVD e teto solar panorâmico.
O Gran Turismo chega com três motores de última geração e grande
eficiência. O seis-cilindros em linha de 3,0 litros do 535i GT é uma
nova versão com um só turbocompressor,
injeção direta e sistema Valvetronic,
este não usado no biturbo que já vinha em diversos BMWs. Desenvolve potência de 306 cv e torque de 40,8 m.kgf. No 550i GT vem o
V8 de 4,4 litros, 407 cv e 61,2 m.kgf, também biturbo e de injeção
direta, e o 530d GT traz o seis-em-linha turbodiesel de 3,0 litros, 245
cv e 55 m.kgf. Os dois primeiros levam o carro a 250 km/h (limite
eletrônico) e o último a 240, com 0-100 em 6,3, 5,5 e 6,9 segundos, na
ordem.
Se os propulsores são conhecidos de várias linhas da marca, a caixa
automática de oito marchas, padrão em todo GT, acaba de ser lançada no
760i de motor V12. A técnica
avançada do hatch inclui amplo uso de alumínio nas suspensões, molas
pneumáticas na traseira e opção de direção com relação variável,
associada a pequeno ângulo de esterçamento das rodas de trás.
O Controle Dinâmico de Direção permite ajustar as respostas do
acelerador, da direção e do câmbio. Se o carro tiver o controle
eletrônico de suspensão, opcional, sua firmeza é ajustável entre quatro
programas. No mais esportivo o controle de
estabilidade tem atuação mais permissiva. O pacote de segurança
abrange ainda bolsas infláveis frontais, laterais e de cabeça, faróis
bi-xenônio com
facho autodirecional, pneus que podem
rodar vazios, controlador de velocidade
ativo, alerta para mudança involuntária de faixa da estrada, sistema
de auxílio à visão noturna e câmera traseira para orientar manobras.
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