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O estilo vai gerar nova divisão de
opiniões, mas o interior e a mecânica do Série 1 não despertam críticas:
fartos equipamentos de conveniência e segurança e motores de até 163 cv,
que ainda devem receber adições
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O prazer de dirigir
sempre associado à BMW, em um tamanho menor, para quem aceitar sua
proposta de estilo: eis uma boa definição para o Série 1, o menor modelo
da marca da Bavária nas últimas décadas, que terá lançamento oficial no
Salão de Paris e chega ao mercado europeu no último trimestre.
Trata-se de um hatch de cinco portas e 4,23 metros, o porte de um
Audi A3, que será seu mais direto
concorrente. Exclusiva na categoria será a tração traseira, no melhor
estilo da marca, para assegurar comportamento estável e diversão para o
entusiasta. Por causa dela o capô é longo e a cabine recuada, o oposto
do que se tem visto na categoria.
Como vários BMWs recentes, o Série 1 aposta em um desenho controvertido,
com curvas e arestas em contraste, uma área em recesso nas laterais,
faróis e lanternas de formato irregular. Agrada? Não muito em nossa
opinião, mas gosto é sempre pessoal. O fato é que Chris Bangle, o
projetista da marca que alguns adoram e outros odeiam, fez questão (mais
uma vez) de gerar polêmica.
A carroceria tem ótima aerodinâmica (Cx
0,29), mas o porta-malas é modesto, 330 litros, assim como não se espera
grande espaço no banco traseiro. Por outro lado, a técnica é primorosa:
suspensão dianteira com braços de alumínio, traseira multibraço, seis
marchas nos câmbios manual (exceto no motor básico) e automático, rodas
de 16 pol, pneus que podem rodar vazios.
Por enquanto, apenas motores de quatro cilindros serão oferecidos. A
gasolina são o 116i (1,6 litro, 115 cv de potência, 15,3 m.kgf de
torque, máxima de 200 km/h) e o 120i (2,0 litros, 150 cv, 20,4 m.kgf,
217 km/h); turbodiesel, o 118d (2,0 litros, 122 cv, 28,5 m.kgf, 201 km/h) e
o 120d (mesma cilindrada, com 163 cv, 34,6 m.kgf e 220 km/h). Sinal dos
tempos: o mais potente e veloz é a diesel. Mas é natural que mais tarde
surja um esportivo com mais de 200 cv -- quem sabe reeditando a sigla M1,
do carro esporte de 1979.
Em termos de segurança, o Série 1
terá controles de tração e estabilidade,
bolsas infláveis laterais inferiores e superiores, faróis de
xenônio (alto e baixo) e uma luz de
freio em dois estágios, que se acende com diferente intensidade entre
uma frenagem moderada e outra intensa. O pacote de conveniência é farto:
acesso ao interior sem chave, partida por botão, protocolo Bluetooth
para comunicação via celular, sensores de
estacionamento dianteiro e traseiro e acionamento dos sistemas de
áudio e navegação por voz ou pelo comando integrado iDrive. |