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Parte dele já se conhecia
pelo cupê C4 Sport, conceito revelado em
março no Salão de Genebra, mas faltava
ver a versão de cinco portas, a mais importante em termos de vendas. A
Citroën acaba de revelar ambas as opções do C4, sucessor do Xsara
lançado em 1998, cuja denominação segue o padrão de letra e número já
adotado em todo o restante da linha de automóveis (C2, C3, C5 e a
minivan C8).
A marca optou por desenhos bem diferentes nas traseiras do cinco-portas
e do cupê. No primeiro as lanternas estendem-se pelas colunas e as
formas são arredondadas, enquanto no outro é usada uma seção translúcida
abaixo do aerofólio, ao estilo do
Mercedes-Benz Sport Coupé (e do
Honda CRX dos anos 1980, que lançou o estilo), um modo de elevar a
traseira sem comprometer tanto a visibilidade. O
Cx de ambos é de 0,28, o melhor da
categoria. A vista lateral, em especial no cinco-portas, evidencia o ar
de família com o C3 no arco formado pelo teto.
Os maiores destaques do C4, a ser lançado em setembro no Salão de Paris,
estão no interior. O volante concentra os comandos em torno de sua
almofada central, que é fixa, e os instrumentos digitais estão, como nas
minivans da Citroën, no centro do painel. Sua luminosidade se ajusta
conforme a do ambiente, para fácil leitura. Há duplo ajuste do
ar-condicionado, telefone integrado e até um difusor de fragrância para
perfumar o ambiente.
Segurança, como tem sido habitual em todas as marcas, é um ponto alto. O
C4 adota pela primeira vez um sistema que alerta (fazendo vibrar um dos
lados do banco) que o motorista cruzou uma faixa da estrada sem acionar
as luzes de direção, o que pode indicar sonolência ou desatenção. Outros
recursos são faróis com lâmpadas de
xenônio em ambos os fachos e controle direcional, vidros laterais
laminados (que reduzem o nível de
ruído), monitor da pressão dos pneus e limitador de velocidade.
Serão oferecidos cinco motores a gasolina, de 1,4 a 2,0 litros, com
potência entre 90 e 180 cv, além de três turbodiesel de 92 a 138 cv. O C4 é
cotado para produção na Argentina em 2006, como o BCWS revelou há
pouco (leia segredo), o que nos traz
esperança de que possa vir ao mercado brasileiro. Uma versão perua
certamente está nos planos da Citroën, já que os europeus não abrem mão
desse formato, mesmo com a disseminação das minivans. |