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Quase oito anos desde sua apresentação no Salão de Frankfurt de 2001, um
longo ciclo de vida para os padrões atuais, é quanto durou a primeira
geração do Citroën C3 no mercado europeu. A marca francesa acaba de
apresentar seu sucessor (com vendas a partir de novembro, lá), que
mantém a designação e certa identidade visual, mas não esconde a
intenção de se parecer com os modelos maiores da empresa.
A Citroën não se preocupou em fazer o C3 crescer muito: com 3,94 metros
de comprimento, ele supera o antigo em apenas 9 cm e continua um dos
mais curtos da categoria. A maior semelhança estética com o modelo
original está na forma curvilínea que vai da base do para-brisa até a
traseira. Já a grade dianteira se torna uma grande tomada de ar em forma
de trapézio, como no C4 francês, e os faróis avançam mais pelas
laterais. Também são passado as lanternas traseiras triangulares: as
novas lembram as da
C4 Picasso
em sua forma irregular e criativa.
O maior destaque é o para-brisa chamado de Zenith (zênite, que em
astronomia é o ponto superior da esfera celeste), que se estende sobre o
teto por 80 graus a mais que o habitual, sem interrupção do vidro. A
ideia, também nascida nas minivans C4, foi aprimorada no C3 por um vidro
especial com proteção contra os raios solares apenas na parte sobre os
ocupantes, sem o que o interior se tornaria uma estufa. O
Cx está ainda melhor, 0,30 em vez de 0,31.
O interior está mais refinado e, embora lembre o do antigo nas formas
dos bancos, adota painel de aspecto bem diferente e mais convencional,
com velocímetro analógico, enquanto o volante já não tenta simular um
único raio como no C3 original. Os difusores de ar deixam de ser
circulares para abrir espaço na parte central ao amplo mostrador multifunção, que serve para ajustes de áudio e navegação, entre outros.
A capacidade de bagagem mudou pouco, de 305 para 300 litros.
A Citroën ainda não informou sobre os motores disponíveis, mas revela
que uma versão turbodiesel de 90 cv estará apta a emitir apenas 99
gramas de CO2 por km. Em 2011 chegam novos propulsores, com a segunda
geração do sistema de parada e partida
automáticas e caixas automatizadas
de cinco e seis marchas, para baixar tais emissões a 90 g/km. E logo
haverá uma linha de motores de três cilindros com o mesmo objetivo:
reduzir consumo e emissões para atender às novas exigências legais.
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