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Sete
anos depois da primeira geração,
que sucedeu ao Xantia, o Citroën C5 tem revelado seu segundo modelo.
Projetado sobre a plataforma do C6,
impressiona pela harmonia de linhas: não é sempre que a marca francesa,
ousada por natureza, consegue tal equilíbrio de estilo.
Mudança
expressiva é o abandono da quinta porta em favor de uma tampa
convencional de porta-malas. Isso levou a um destaque ao terceiro
volume, antes mais curto. Na perua Break, as lanternas traseiras
verticais em forma de parênteses do
modelo anterior deram lugar a unidades convencionais. Pode-se
argumentar que o desenho do novo C5 — diretamente derivado do exibido em
setembro, no Salão de Frankfurt, pelo conceito
C5 Airscape — tem menos identidade que
o anterior, mas a nosso ver o saldo é positivo.
Com 4,78 metros de comprimento (4,83 m na perua Break), 1,86 m de
largura, 1,45 m de altura e 2,82 m de distância entre eixos, o C5 está
entre os maiores carros do segmento, que inclui Ford Mondeo,
Volkswagen Passat, Renault
Laguna e outros médio-grandes europeus. O interior tem formas menos
ousadas que as do C4 ou as do C6, com instrumentos à frente do
motorista, mas adota um novo padrão de mostradores (com o ponteiro
visível pela parte externa da curva) e o volante de cubo fixo que
estreou no C4.
A Citroën oferecerá sete motores, que não trazem novidades. Os três a
gasolina são 1,8-litro de 127 cv, 2,0 de 143 cv e 3,0 de 215 cv, este um
V6. A diesel são quatro opções: 1,6 de 110 cv, 2,0 de 138 cv, 2,2
biturbo de 173 cv e V6 2,7 biturbo de 208 cv. Nas suspensões (dianteira
por braços sobrepostos, traseira multibraço), a novidade é a opção de
molas convencionais de aço, para redução de custo, sendo o sistema
hidropneumático opcional.
Auxílios ao motorista estão por toda parte: medidor de tamanho de vaga
para estacionar (avisa se o espaço for muito grande ou insuficiente),
comando elétrico do freio de estacionamento, assistência na saída em
aclives (impede o recuo do carro), massageador no banco do motorista,
localização do veículo por GPS para envio de socorro se necessário,
faróis de xenônio com
facho autodirecional, alerta para
mudança involuntária de faixa da estrada. E há até nove bolsas
infláveis: duas frontais, duas laterais dianteiras e duas traseiras,
duas cortinas para a área lateral de vidros e uma para os joelhos do
motorista. |