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Apresentação

O Civic que será brasileiro

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Depois do hatch, aparecem o sedã e o cupê de oitava
geração, e um deles será feito aqui no primeiro semestre

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação
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O sedã chega a ter uma pequena janela à frente das portas, como em minivans; o interior avançado traz o velocímetro e outras informações acima do volante

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A versão Hybrid, que usa um motor elétrico de 15 kW para ajudar o 1,35-litro a gasolina, promete mais de 21 km/l, tanto na cidade quanto na estrada

Depois de 33 anos e 16 milhões de unidades vendidas mundo afora (leia artigo), o Honda Civic passa por uma das mais radicais transformações de sua história. A oitava geração, antes revelada apenas na versão hatch de cinco portas, surge agora completa, com os modelos para o mercado americano: sedã quatro-portas, cupê, cupê esportivo (Si) e sedã com propulsão híbrida. E o primeiro deles é especialmente interessante para nós, pois será fabricado em Sumaré, SP, ainda no primeiro semestre de 2006.

Embora menos ousados que o hatch (não usa, por exemplo, a grade frontal translúcida), o sedã e o cupê não deixam de impressionar pelas formas modernas. A inclinação do pára-brisa e do vidro traseiro é das maiores, a ponto de ser usada no quatro-portas uma pequena janela à frente das dianteiras, como em minivans e no Fit. Continua bem clara a distinção entre sedã e cupê, mesmo de frente ou de traseira, e suas dimensões são também diferentes, até a distância entre eixos. Visto por trás, o sedã lembra o atual Audi A4 no formato das lanternas.

Em relação ao anterior, o quatro-portas cresce 35 mm em comprimento (para 4,49 metros), 38 mm em largura e importantes 81 mm entre os eixos (chega a 2,70 m), enquanto a altura perde 5 mm, em uma (bem-vinda para muitos) contramão à tendência de carros mais altos. No cupê a situação é outra: menos 15 mm no comprimento, mais 35 mm na largura, mais 30 mm entre eixos (passa a 2,65 m) e menos 40 mm na altura. Não é à toa que seu estilo ficou tão interessante do ponto de vista das proporções.

O peso sobe cerca de 5% em cada versão, bem aceitável diante da média das novas gerações de automóveis. E a aerodinâmica melhora na mesma percentagem, sem que a Honda informe os novos Cx, porém. O porta-malas é que decepciona: apenas 340 litros no sedã (que caem para 294 no Hybrid) e 325 no cupê.

Os interiores também são avançados, com o peculiar painel em dois níveis: parte dos instrumentos atrás do volante e outras informações, como o velocímetro, vistas por cima dele, em posição que facilita manter os olhos na estrada. Embora aqui haja maior compartilhamento de peças, o cupê ainda obtém um ar mais esportivo, sobretudo pelo volante de três raios (há ajustes em altura e profundidade em toda a linha).  Continua

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Data de publicação: 1/9/05

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