

O sedã chega a ter uma pequena
janela à frente das portas, como em minivans; o interior avançado traz o
velocímetro e outras informações acima do volante


A versão Hybrid, que usa um motor
elétrico de 15 kW para ajudar o 1,35-litro a gasolina, promete mais de
21 km/l, tanto na cidade quanto na estrada |
Depois de 33 anos e 16 milhões de unidades vendidas mundo afora (leia
artigo), o Honda Civic passa por uma das mais radicais
transformações de sua história. A oitava geração, antes revelada apenas
na versão hatch de cinco portas, surge agora
completa, com os modelos para o mercado americano: sedã quatro-portas,
cupê, cupê esportivo (Si) e sedã com
propulsão híbrida. E o primeiro deles é especialmente interessante
para nós, pois será fabricado em Sumaré, SP, ainda no primeiro semestre
de 2006.
Embora menos ousados que o hatch (não usa, por exemplo, a grade frontal
translúcida), o sedã e o cupê não deixam de impressionar pelas formas
modernas. A inclinação do pára-brisa e do vidro traseiro é das maiores,
a ponto de ser usada no quatro-portas uma pequena janela à frente das
dianteiras, como em minivans e no Fit. Continua bem clara a distinção
entre sedã e cupê, mesmo de frente ou de traseira, e suas dimensões são
também diferentes, até a distância entre eixos. Visto por trás, o sedã
lembra o atual Audi A4 no formato das lanternas.
Em relação ao anterior, o quatro-portas cresce 35 mm em comprimento
(para 4,49 metros), 38 mm em largura e importantes 81 mm entre os eixos
(chega a 2,70 m), enquanto a altura perde 5 mm, em uma (bem-vinda
para muitos) contramão à tendência de carros mais altos. No cupê a
situação é outra: menos 15 mm no comprimento, mais 35 mm na largura,
mais 30 mm entre eixos (passa a 2,65 m) e menos 40 mm na altura.
Não é à toa que seu estilo ficou tão interessante do ponto de vista das
proporções.
O peso sobe cerca de 5% em cada versão, bem aceitável diante da média
das novas gerações de automóveis. E a aerodinâmica melhora na mesma
percentagem, sem que a Honda informe os novos
Cx, porém. O porta-malas é que
decepciona: apenas 340 litros no sedã (que caem para 294 no Hybrid) e
325 no cupê.
Os interiores também são avançados, com o peculiar painel em dois
níveis: parte dos instrumentos atrás do volante e outras informações,
como o velocímetro, vistas por cima dele, em posição que facilita manter
os olhos na estrada. Embora aqui haja maior compartilhamento de peças, o
cupê ainda obtém um ar mais esportivo, sobretudo pelo volante de três
raios (há ajustes em altura e profundidade em toda a linha).
Continua |