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O Golf europeu chega à sexta geração com mais segurança
e economia, mas sem perder a identidade dos anteriores

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação
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Desde que foi lançado o primeiro modelo, em 1974 (leia história), não é preciso ler o logotipo para saber que se está diante de um Golf. Ao contrário de modelos longevos que mudaram muito de forma e estilo (como Escort, Civic e Corolla), cada geração do médio da Volkswagen remete com clareza à anterior. E não será diferente com a sexta, revelada agora na Europa como antecipação para o Salão de Paris.

Depois de 26 milhões de unidades vendidas mundo afora, a VW não quis arriscar. O projetista Walter de Silva buscou parentesco no esportivo Scirocco, mas guardou intacta a identidade do Golf, da grade de perfil baixo às largas colunas traseiras. Ousadia, só nos vincos laterais e nos do capô, que dão aspecto "bravo" à frente. No interior, além de esperado ganho de espaço (as dimensões, porém, ainda não foram divulgadas), há inspiração no painel e no acabamento do Passat CC e mais cuidado com o acesso aos comandos. Nível de ruído foi outro ponto de atenção, diz a VW, que adotou um filme no pára-brisa para ajudar em sua redução.

Os motores a gasolina são quatro de início, com potências de 80, 102, 122 e 160 cv. Os dois últimos têm apenas 1,4 litro de cilindrada, mas incluem superalimentação (turbo e/ou compressor), e todos consomem menos que as antigas unidades de potência similar. O novo GTI e o provável sucessor do R32 ficam para depois. A linha a diesel tem novos motores de 110 e 140 cv, aos quais se somarão mais tarde os de 90 e 170 cv.

Nos câmbios, o manual automatizado DSG de dupla embreagem aposenta os antigos automáticos e pode ter seis ou sete marchas. Ao combinar o motor 1,4 de 160 cv ao DSG, o novo carro consome em média 28% menos que o antigo 2,0-litros de 150 cv com caixa automática de seis marchas.

Melhorias em segurança incluem controlador de velocidade ativo, faróis com luz diurna (mais fraca e sempre acesa), controle eletrônico da suspensão, auxílio ao estacionamento (esterça o volante nas manobras, bastando ao motorista acelerar e frear), controle de estabilidade aprimorado, sete bolsas infláveis (uma para os joelhos do motorista), encostos de cabeça ativos e alerta para o caso de um passageiro do banco traseiro não atar cinto.

As vendas começam em outubro na Europa, seguida por África, Ásia, Austrália e América do Norte. O Brasil, que já não teve a quinta geração (a não ser como o sedã Jetta), parece não estar nos planos. Será que a VW vai nos deixar para trás mais uma vez?

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Data de publicação: 6/8/08

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