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Depois de um ano de expectativa (uma
versão conceitual foi exibida no último Salão de Frankfurt), o
Golf GTI de quinta geração se torna realidade no evento de Paris, este
mês. As fotos divulgadas pela Volkswagen (que curiosamente não mostram a
traseira ou o interior) revelam que a versão definitiva manteve os
elementos do conceito, a começar pela pintura em preto da seção
central do pára-choque dianteiro, que transmite a impressão de uma
ampla grade, como nos novos Audis A6 e
A8 W12.
A suspensão é 15 mm mais baixa que no Golf convencional. As rodas, no
entanto, estão um pouco menores: 17 pol, com pneus de 225 mm de seção,
ante 18 pol do modelo de um ano atrás. Elas deixam ver as pinças de
freio vermelhas nas quatro rodas. Embora mostrado aqui só com três
portas, o esportivo oferece também a opção de cinco. No interior,
detalhes como o volante com acabamento em alumínio, revestido em couro
perfurado, e o logotipo GTI nos encostos de cabeça não deixam
dúvidas de que se trata de um Golf especial.
O
motor desta versão, que carrega uma tradição de 28 anos (o primeiro
GTI, mostrado acima à esquerda, surgiu em 1976;
leia história), é um 2,0-litros
com turbocompressor e injeção direta FSI,
que desenvolve potência de 200 cv e torque de 28,5 m.kgf na ampla
faixa de 1.800 a 5.000 rpm. Com câmbio manual de seis marchas de
série, acelera de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos e atinge 235 km/h,
informa a VW. Com o automatizado DSG,
opcional, a aceleração cai para 6,9 s.
O pacote de segurança do novo GTI é farto: seis bolsas infláveis,
controle de estabilidade ESP, monitor
da pressão dos pneus, encostos de cabeça
dianteiros ativos. Entre os itens de conveniência estão limpadores
de pára-brisa e ar-condicionado automáticos e retrovisor interno
fotocrômico.
A versão, lançada inicialmente como uma série de 5.000 unidades, já
vendeu 1,5 milhão. E, a julgar por esta quinta geração, vai manter seu
sucesso. |