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Apresentação

Após nove anos, um novo Omega

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A australiana Holden revela a quarta geração do Commodore,
com desenho atraente e evoluções em conforto e segurança

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação
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O novo Calais, que corresponde a nosso Omega: linhas modernas, mas sem ousadia, e motores de até 367 cv

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O esportivo SS: vistoso por dentro e por fora, tem seis marchas nos câmbios manual e automático

Depois de nove anos da terceira geração, que recebeu algumas reestilizações e se mantém há uma década na liderança do mercado local, a linha de carros grandes da Holden australiana — da qual uma versão chega ao Brasil, desde 1998, como Chevrolet Omega — é afinal reprojetada. Identificada pela sigla VE, a quarta geração tem a missão de dar seguimento a uma série iniciada em 1978 e que já teve 2,4 milhões de unidades produzidas.

Ao ver as fotos do novo sedã, é fácil pensar nos modelos da Opel alemã e da GM brasileira, como os novos Astra e Vectra. Há também muitos pontos em comum com o conceito Torana TT36, apresentado em 2004, embora o estudo fosse de um hatch e não de um três-volumes. As saídas de ar atrás das rodas dianteiras são um toque esportivo. O resultado, se não chega a ser ousado, é certamente elegante e de bom gosto, dentro do que se espera de um carro a ser vendido em diferentes mercados.

Uma evolução sem riscos também se nota no interior, onde as linhas são tradicionais e adequadas ao tipo de carro. Há novidades como sensores de estacionamento à frente e atrás, interface Bluetooth, toca-DVDs com monitor de teto e conexão para MP3 portátil.

A linha com esta carroceria compreende sete versões. Agora existe uma chamada Omega, como no Brasil, mas é o modelo básico, disponível apenas com o motor V6 de 3,6 litros menos potente (245 cv) e câmbio automático de quatro marchas. Portanto, para o Brasil deverá continuar a vir o Calais, com o V6 de 265 cv e cinco marchas (além da possibilidade de mudanças manuais), que corresponde ao vendido aqui hoje.

As outras opções, em ordem ascendente, são Berlina (motor e câmbio iguais aos do Omega, mas com opção pelo V8 de 6,0 litros e 367 cv e pela caixa automática de cinco marchas), SV6 (265 cv, manual de seis ou automático de cinco), SS (V8 de 367 cv, manual ou automático de seis), SS V (mesma mecânica) e Calais V. O último, como o Calais básico, pode vir com o V6 ou o V8, neste caso com câmbio automático de seis marchas. Os SS têm decoração esportiva por fora (rodas maiores, lanternas traseiras do tipo projetor, defletores, aerofólio) e por dentro, com bancos mais envolventes e cores vivas.

Todos os motores ganharam um pouco de potência, de modo que o V8 é agora o mais vigoroso já oferecido em um Holden, salvo as versões preparadas da divisão HSV. Mais tarde este ano haverá um V6 movido a gás. Em segurança, toda a linha passa a trazer controle de estabilidade de série e cortinas infláveis, opcionais em algumas versões. Também são novos os Caprice/Statesman.

A julgar pelo que tem feito nos últimos anos, a GM brasileira não deve demorar a trazer o novo Omega, talvez no primeiro semestre de 2007.

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Data de publicação: 17/7/06

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