


O novo Calais, que corresponde a
nosso Omega: linhas modernas, mas sem ousadia, e motores de até 367 cv


O esportivo SS: vistoso por dentro
e por fora, tem seis marchas nos câmbios manual e automático |
Depois de nove anos da terceira geração, que recebeu algumas
reestilizações e se mantém há uma década na liderança do mercado local,
a linha de carros grandes da Holden australiana — da qual uma versão
chega ao Brasil, desde 1998, como
Chevrolet Omega — é afinal reprojetada. Identificada pela sigla VE,
a quarta geração tem a missão de dar seguimento a uma série iniciada em
1978 e que já teve 2,4 milhões de unidades produzidas.
Ao ver as fotos do novo sedã, é fácil pensar nos modelos da Opel alemã e
da GM brasileira, como os novos Astra e Vectra. Há também muitos pontos
em comum com o conceito Torana TT36,
apresentado em 2004, embora o estudo fosse de um hatch e não de um
três-volumes. As saídas de ar atrás das rodas dianteiras são um toque
esportivo. O resultado, se não chega a ser ousado, é certamente elegante
e de bom gosto, dentro do que se espera de um carro a ser vendido em
diferentes mercados.
Uma evolução sem riscos também se nota no interior, onde as linhas são
tradicionais e adequadas ao tipo de carro. Há novidades como
sensores de estacionamento à frente e
atrás, interface Bluetooth, toca-DVDs com monitor de teto e conexão para
MP3 portátil.
A linha com esta carroceria compreende sete versões. Agora existe uma
chamada Omega, como no Brasil, mas é o modelo básico, disponível apenas
com o motor V6 de 3,6 litros menos potente (245 cv) e câmbio automático
de quatro marchas. Portanto, para o Brasil deverá continuar a vir o
Calais, com o V6 de 265 cv e cinco marchas (além da possibilidade de
mudanças manuais), que corresponde ao vendido aqui hoje.
As outras opções, em ordem ascendente, são Berlina (motor e câmbio
iguais aos do Omega, mas com opção pelo V8 de 6,0 litros e 367 cv e pela
caixa automática de cinco marchas), SV6 (265 cv, manual de seis ou
automático de cinco), SS (V8 de 367 cv, manual ou automático de seis),
SS V (mesma mecânica) e Calais V. O último, como o Calais básico, pode
vir com o V6 ou o V8, neste caso com câmbio automático de seis marchas.
Os SS têm decoração esportiva por fora (rodas maiores, lanternas
traseiras do tipo projetor, defletores, aerofólio) e por dentro, com
bancos mais envolventes e cores vivas.
Todos os motores ganharam um pouco de potência, de modo que o V8 é agora
o mais vigoroso já oferecido em um Holden, salvo as versões preparadas
da divisão HSV. Mais tarde este ano haverá um V6 movido a gás. Em
segurança, toda a linha passa a trazer
controle de estabilidade de série e cortinas infláveis, opcionais em
algumas versões. Também são novos os
Caprice/Statesman.
A julgar pelo que tem feito nos últimos anos, a GM brasileira não deve
demorar a trazer o novo Omega, talvez no primeiro semestre de 2007. |