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Tradição retomada

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Ausente por duas gerações, o modelo cupê do Mercedes-Benz
Classe E ressurge com muito conforto e excelência em aerodinâmica

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação
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A linha intermediária da Mercedes-Benz, conhecida por Classe E, sempre incluiu um modelo cupê com identidade própria de estilo, seja na geração W114/W115, na W123 ou na W124. No entanto, as séries posteriores (a W210 de 1995 e a W211 de 2003) deixaram de lado essa versão, substituída de certo modo pelas duas gerações do CLK, baseadas no sedã menor Classe C. Com o lançamento do novo Classe E da série W212, porém, a tradição é retomada: a marca da estrela acaba de revelar sua opção cupê para o Salão de Genebra.

Comparado ao sedã, o novo modelo tem claro parentesco, mas muitos elementos de estilo próprios, a ponto de nenhum painel de carroceria ser comum aos dois. As linhas são mais fluidas e esportivas, com certa inspiração no grande cupê CL. Como em todo Mercedes de duas portas, o emblema da estrela vem na grade e não acima dela. Destacam-se a suavidade da linha do teto, a robustez dos paralamas traseiros ressaltados e a ausência de coluna central ou molduras nas janelas. A solução de faróis duplos com linhas retas, usada também no sedã, parece bem mais coerente neste modelo menos comportado. E o coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,24 é o menor já visto em um carro de produção normal.

No interior, que pode vir nos acabamentos Elegance e Avantgarde, há opção por dois bancos individuais na traseira e um sistema que facilita o acesso àqueles lugares. Recursos de conforto passam por ar-condicionado com três áreas de ajuste, navegador por DVD e sistema de áudio com potência de 500 watts e armazenador com capacidade para 1.000 músicas.

De início são cinco versões: E 250 CGI de 1,8 litro, com potência de 204 cv e torque de 31,6 m.kgf; E 350 CGI, com o V6 de 3,5 litros, 292 cv e 37,2 m.kgf; E 500, com o V8 de 5,5 litros, 388 cv e 54 m.kgf (todos a gasolina); E 250 CDI, com 204 cv e 51 m.kgf; e E 350 CDI, com 231 cv e 55,1 m.kgf (ambos turbodiesel). Os 250 e 350 trazem o rótulo Blue Efficiency, alusivo a redução de consumo e emissões se comparados aos similares anteriores. Contribui para isso o emprego de injeção direta nos motores a gasolina de quatro e seis cilindros.

Como o sedã, o Classe E cupê traz avanços em segurança: faróis bi-xenônio que se adaptam às condições da via, monitor de atenção (alerta o motorista se o perceber distraído), controle de evasão da faixa de rolamento, monitor dos pontos cegos de visão, leitura de placas de limite de velocidade, sistema de visão noturna, detecção de risco de colisão com radar que alcança 200 metros, sete bolsas infláveis (frontais, laterais dianteiras, cortinas e uma para os joelhos do motorista; há opção por mais duas laterais traseiras), capô que se ergue na parte traseira em caso de atropelamento.

O cupê vem de série com o sistema Agility Control, em que os amortecedores se tornam mais firmes quando mais solicitados, mas traz uma inédita opção em um Classe E: controle eletrônico de amortecimento não vinculado a molas pneumáticas, que permite ajustar a bordo a suspensão entre os modos conforto e esporte. Incluída no pacote está a direção com relação mais baixa (rápida).

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Data de publicação: 17/2/09

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