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A
linha intermediária da Mercedes-Benz, conhecida por Classe E, sempre
incluiu um modelo cupê com identidade própria de estilo, seja na geração
W114/W115, na
W123 ou na
W124. No entanto, as
séries posteriores (a W210 de 1995 e a W211 de 2003) deixaram de lado
essa versão, substituída de certo modo pelas duas gerações do CLK,
baseadas no sedã menor Classe C. Com o lançamento do
novo Classe E da série W212, porém, a
tradição é retomada: a marca da estrela acaba de revelar sua opção cupê
para o Salão de Genebra.
Comparado ao sedã, o novo modelo tem claro parentesco, mas muitos
elementos de estilo próprios, a ponto de nenhum painel de carroceria ser
comum aos dois. As linhas são mais fluidas e esportivas, com certa
inspiração no grande cupê CL.
Como em todo Mercedes de duas portas, o emblema da estrela vem na grade
e não acima dela. Destacam-se a suavidade da linha do teto, a robustez
dos paralamas traseiros ressaltados e a ausência de coluna central ou
molduras nas janelas. A solução de faróis duplos com linhas retas, usada
também no sedã, parece bem mais coerente neste modelo menos comportado.
E o coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,24
é o menor já visto em um carro de produção normal.
No interior, que pode vir nos acabamentos Elegance e Avantgarde, há
opção por dois bancos individuais na traseira e um sistema que facilita
o acesso àqueles lugares. Recursos de conforto passam por
ar-condicionado com três áreas de ajuste, navegador por DVD e sistema de
áudio com potência de 500 watts e armazenador com capacidade para 1.000
músicas.
De início são cinco versões: E 250 CGI de 1,8 litro, com potência de 204
cv e torque de 31,6 m.kgf; E 350 CGI, com o V6 de 3,5 litros, 292 cv e
37,2 m.kgf; E 500, com o V8 de 5,5 litros, 388 cv e 54 m.kgf (todos a
gasolina); E 250 CDI, com 204 cv e 51 m.kgf; e E 350 CDI, com 231 cv e
55,1 m.kgf (ambos turbodiesel). Os 250 e 350 trazem o rótulo Blue
Efficiency, alusivo a redução de consumo e emissões se comparados aos
similares anteriores. Contribui para isso o emprego de
injeção direta nos motores a gasolina de
quatro e seis cilindros.
Como o sedã, o Classe E cupê traz avanços em segurança: faróis bi-xenônio
que se adaptam às condições da via, monitor de atenção (alerta o
motorista se o perceber distraído), controle de evasão da faixa
de rolamento, monitor dos
pontos cegos de visão, leitura de placas de limite de velocidade, sistema de visão noturna,
detecção de risco de colisão com radar que alcança 200
metros, sete bolsas infláveis (frontais, laterais dianteiras, cortinas e
uma para os joelhos do motorista; há opção por mais duas laterais
traseiras), capô
que se ergue na parte traseira em caso de atropelamento.
O cupê vem de série com o sistema Agility Control, em que os
amortecedores se tornam mais firmes quando mais solicitados, mas traz
uma inédita opção em um Classe E: controle eletrônico de amortecimento
não vinculado a molas pneumáticas, que permite ajustar a bordo a
suspensão entre os modos conforto e esporte. Incluída no pacote está a
direção com relação mais baixa (rápida).
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