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Uma
combinação de sistemas de segurança ativa e
passiva não oferecida por nenhum outro fabricante no mundo: é o que
propõe a Mercedes-Benz com a nova geração do Classe E, apresentada em
Detroit.
Esse pacote de recursos
abrange novidades como os faróis bi-xenônio
que se adaptam às condições da via e ajustam o facho, entre 65 e 300
metros de alcance, conforme haja ou não tráfego em sentido contrário, o
que é percebido por uma câmera no parabrisa. Ou o monitor de atenção,
que analisa 70 parâmetros do motorista e o alerta caso perceba que ele
está sonolento ou distraído.
Alguns dispositivos vêm do
Classe S e parte deles foi aprimorada. O controle de evasão da faixa
de rolamento, associado a um monitor que detecta se há veículos nos
pontos cegos de visão, faz vibrar o volante caso o motorista deixe o
carro sair da faixa sem intenção. O Classe E pode "ler" placas da via,
para indicar o limite de velocidade ao motorista, e "enxergar" pedestres
pelo sistema de visão noturna, caso em que alerta o motorista para esse
fator de risco.
Havendo risco de colisão identificado pelo radar, que alcança agora 200
metros, o carro emite alertas sonoro e visual e prepara a
assistência adicional de frenagem. Se o
motorista não reagir, o sistema aciona os freios por si próprio. E se o
impacto ocorrer assim mesmo? O novo Classe E traz carroceria com quatro
estágios de deformação na parte dianteira, sete bolsas infláveis, capô
que se ergue na parte traseira em caso de atropelamento e o sistema
Pre-Safe, que fecha vidros e teto solar, move encostos de bancos e toma
outras medidas para diminuir os riscos de ferimentos.
Mas este Mercedes não é só segurança. Pela preservação ambiental, a
marca alemã obteve a melhor aerodinâmica em um sedã de produção (Cx
0,25) e motores que atendem a normas de emissões poluentes muito
severas, caso da EU6 (prevista só para 2014) no E 350 Bluetec a diesel.
Há um novo diesel de quatro cilindros com dois
turbos para as versões E 200 CDI
(potência de 136 cv), E 220 CDI (170 cv) e E 250 CDI (204 cv). O diesel
de topo, E 350 CDI, tem seis cilindros e 231 cv, mas perderá 20 cv na
versão BlueTec, prevista para o último trimestre deste ano.
Nos motores a gasolina, a adoção de injeção
direta trouxe redução média de 20% em consumo. Os E 200 CGI (184 cv)
e E 250 CGI (204 cv) usam a unidade de 1,8 litro com turbo e
comando variável, além de sistema de
parada e partida automáticas no E 200. Com um V6 de 3,5 litros, o E 350
CGI também tem injeção direta e oferece 292 cv, enquanto o E 500 usa um
V8 de 388 cv, e o E 63 AMG (ainda sem fotos), o mesmo atual V8 de 6,2
litros e 525 cv. As versões V6 e V8 têm sete marchas na caixa automática
e, para os E 350 (gasolina e diesel) e E 500, existe opção de tração
integral.
Pelo conforto, o Classe E vem com uma aprimorada suspensão com controle
eletrônico de amortecimento, bancos com ajuste automático de contorno
(conforme solicitação pelas curvas) e sistema de massagem nas costas,
opção de dois bancos individuais na traseira e climatização com ajuste
de temperatura e de distribuição do ar em três zonas (duas à frente, uma
atrás).
Tudo isso em um envelope sofisticado, que inaugura na marca o padrão de
faróis duplos com linhas retas (em vez dos ovalados nascidos com o
Classe E de 1995) e homenageia antigos Mercedes nos paralamas traseiros
destacados. Os alemães não descuidaram mesmo da evolução de sua linha
mais vendida, que começou em 1947 com o modelo
170 V e já superou 10 milhões de unidades. |