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Apresentação

Descontração em nova edição

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Depois de 16 anos, chega enfim o momento de
substituir o Mazda Miata, sem alterar sua identidade

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Um belo exemplo de como vestir uma roupa nova sem perder a identidade: é o que a Mazda conseguiu com a segunda geração do MX5 ou Miata (o nome varia conforme o mercado), que surge no Salão de Genebra. Alguns detalhes lembram os do RX-8, mas o simpático roadster continua fácil de identificar. Certos ângulos remetem ao conceito Ibuki, revelado em 2003, como o ressalto central no capô.

Elementos habituais do Miata desde 1989 permanecem, como a capota de lona (com opção pelo teto rígido) de acionamento manual, mas o interior está mais espaçoso e tem espaço para bolsas infláveis laterais. A estrutura está 47% mais resistente à torção e o peso subiu apenas 10 kg, pouco em comparação a outros carros que mudam de geração. Colabora o uso de alumínio nas suspensões, que conservam o conceito de braços sobrepostos à frente e multibraço atrás.

Um motor de 2,0 litros, 16 válvulas, variador de fase e 160 cv passa a ser o padrão no mercado americano, enquanto o europeu receberá também um 1,8 de 126 cv. Montado mais recuado, contribui para uma distribuição de peso ideal de 50% por eixo. O câmbio manual tem seis marchas e haverá mais tarde a opção por um automático, operado por botões no volante.

Nem seria preciso comentar, mas a Mazda manteve a tração traseira, sem o que a legião de admiradores do Miata faria protestos em frente à matriz no Japão... E não faltou um cuidado especial com a sonoridade do escapamento, elemento obrigatório para que o "roadster inglês com qualidade japonesa" continue a despertar paixões.

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Data de publicação: 23/2/05

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