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Um
belo exemplo de como vestir uma roupa nova sem perder a identidade: é o
que a Mazda conseguiu com a segunda geração do MX5 ou Miata (o nome
varia conforme o mercado), que surge no Salão de Genebra. Alguns
detalhes lembram os do RX-8, mas o
simpático roadster continua fácil de identificar. Certos ângulos
remetem ao conceito Ibuki, revelado em
2003, como o ressalto central no capô.
Elementos habituais do Miata desde 1989 permanecem, como a capota de
lona (com opção pelo teto rígido) de acionamento manual, mas o interior
está mais espaçoso e tem espaço para bolsas infláveis laterais. A
estrutura está 47% mais resistente à torção e o peso subiu apenas 10 kg,
pouco em comparação a outros carros que mudam de geração. Colabora o uso
de alumínio nas suspensões, que conservam o conceito de braços
sobrepostos à frente e multibraço atrás.
Um motor de 2,0 litros, 16 válvulas,
variador de fase e 160 cv passa a ser o padrão no mercado americano,
enquanto o europeu receberá também um 1,8 de 126 cv. Montado mais
recuado, contribui para uma distribuição de peso ideal de 50% por eixo.
O câmbio manual tem seis marchas e haverá mais tarde a opção por um
automático, operado por botões no volante.
Nem seria preciso comentar, mas a Mazda manteve a tração traseira, sem o
que a legião de admiradores do Miata faria protestos em frente à matriz
no Japão... E não faltou um cuidado especial com a sonoridade do
escapamento, elemento obrigatório para que o "roadster inglês com
qualidade japonesa" continue a despertar paixões. |


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