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Apresentação

Menos Audi, mais Volkswagen

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O abandono de elementos em comum com o A4 e o A6
marca a sexta geração do Passat, que chega em Genebra

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Alguém já disse que desenho feliz em automóvel é aquele que dura, não se desatualiza e, muitas vezes, deixa o mercado ainda sem estar fora do contexto. É o que parece ter acontecido com o Passat de quinta geração, lançado em 1996: depois de oito anos continua um belo carro. mas como tudo passa, chega o momento de conhecer o sexto Passat, a ser lançado em março no Salão de Genebra.

Seu impacto seria maior se a Volkswagen não tivesse revelado, há semanas, o novo Jetta (ou Bora). Os dois chegam ao mercado quase ao mesmo tempo e, a não ser pelo porte, se parecem muito. Inédito, mesmo, é o uso em modelo de produção do desenho frontal dos estudos Concept R e Concept C. O novo Passat ficou sem dúvida muito elegante, com destaque para o perfil suave do teto, as janelas traseiras "à BMW" (sem o pequeno triângulo atrás das portas) e as lanternas posteriores novamente em linha horizontal, como eram até a quarta geração, e que usam LEDs em vez de lâmpadas.

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O carro está visivelmente maior: 62 mm no comprimento (agora 4,77 metros), 74 mm na largura (1,82 m) e 10 mm na altura (1,47 m). O entreeixos é só 6 mm mais longo (2,71 m), mas o porta-malas aumentou de 475 para 565 litros. A VW declara rigidez torcional 57% mais alta e líder na categoria. Por dentro, além do espaço ainda maior, há quatro versões e quatro tons de acabamento, com opção entre alumínio e madeira, e muitos recursos de tecnologia.

O freio de estacionamento eletrônico, o primeiro na categoria, tem comando por botão e funções como liberação automática em aclives e retenção em paradas como semáforos. Acesso e partida do motor (por botão) dispensam chave e o controlador de velocidade, como no Phaeton, aplica os freios se a distância até o carro à frente se reduzir abaixo do valor seguro.

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Há ainda telefone móvel com tecnologia Bluetooth e um poderoso sistema de áudio, com 10 alto-falantes e nada menos que 600 watts. Acabou? Não. Faltam a tomada de energia de 230 volts, que pode recarregar um computador, e os faróis altos e baixos de xenônio com efeito direcional. O controle de estabilidade, de série, percebe se um reboque está desestabilizado e toma medidas para corrigir sua trajetória.

Mudança importante no Passat é o retorno ao motor transversal, adotado entre 1988 e 1996, até que a VW passou a usar a plataforma de motor longitudinal dos Audis A4 e A6. Das sete opções, seis são inéditas no Passat e usam injeção direta: a gasolina de 115, 150, 200 e 250 cv (há ainda um de 102 cv a gasolina, já usado antes) e a diesel de 105, 140 e 170 cv. O mais potente de todos, V6 de 3,2 litros a gasolina, chega só no segundo semestre.

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Conforme o motor, podem ser usados o câmbio automático Tiptronic ou o manual automatizado DSG, ambos de seis marchas. Tração integral será oferecida mais adiante e, dado o motor transversal, deverá ser o sistema sob demanda da linha Golf/S3/TT, em vez do diferencial central Torsen dos Audis maiores. A suspensão traseira evoluiu para um sistema multibraço, mas a dianteira retrocedeu para o conceito McPherson, só que com componentes de alumínio.

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Data de publicação: 15/12/04

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