Turbo ou aspirado, eis a questão
Saiba escolher o tipo de
preparação mais
Insatisfeitos com o desempenho de seus
veículos, muitos proprietários têm procurado
soluções para melhorá-lo. Desde o simples aumento do
torque disponível em baixas e médias rotações até
receitas capazes de mudar radicalmente a personalidade do
veículo, tornando-o um verdadeiro bólido. Em muitos
casos, principalmente em veículos mais antigos, a
preparação pode visar o melhor aproveitamento de um
motor através de recursos não disponíveis em sua
época de fabricação, como o aumento da taxa de
compressão, visando a tirar melhor proveito da qualidade
do combustível disponível atualmente. Existem
preparações e recursos disponíveis para todos os
gostos e anseios.
Carburador maior otimiza a
alimentação; molas especiais A
preparação aspirada tem custo inferior à preparação
turbo quando o aumento na potência é de até 30%. Mas
não existem só vantagens: de acordo com os componentes
adotados pode ocorrer perda de torque em baixa rotação,
e nos casos mais extremos a marcha-lenta é prejudicada.
A escolha dos componentes deve ser feita com critério
para não afetar a dirigibilidade no trânsito se a
intenção for preparar um motor para uso em rua. Já no
caso de uso em pista, o torque em baixas rotações e a
marcha-lenta estável perdem importância. Nos motores de
baixa cilindrada é recomendável o aumento da taxa de
compressão até o limite permitido pelo combustível,
além do uso de comando de válvulas com perfil não
muito agressivo (levantamento e tempo de abertura
moderados) e carburador com venturi de medida favorável
ao torque em médias e baixas rotações.
Antigos motores V8
prestam-se bem à preparação aspirada, A
preparação turbo consiste no uso de um turbocompressor
ligado à saída dos gases de escapamento. Este
compressor é dividido em duas partes. A parte quente,
acionada pelos gases do escapamento resultantes da
combustão, aciona a parte fria da turbina, que comprime
a mistura ar-combustível, fazendo com que esta preencha
melhor os cilindros, gerando mais pressão sobre os
mesmos e consequentemente maior potência. Aproveita-se
assim a energia térmica e cinética que normalmente
seria desperdiçada no escapamento.
Neste ponto, muitos já devem estar se
perguntando: é possível combinar ambas as técnicas de
preparação? A resposta é sim! Atualmente é muito
comum a troca do comando de válvulas em um motor turbo
por outro com levantamento e tempo de abertura um pouco
maiores, aproveitando a facilidade com que a turbina
comprime a mistura dentro dos cilindros, aumentando ainda
mais a potência e mantendo bom torque em baixos giros.
Várias outras combinações são possíveis, como o uso
de carburador maior em motor turbo (ou corpo de
borboletas de maior diâmetro, em um carro com
injeção), para melhorar a alimentação do motor em
rotações mais elevadas.
Coletor de admissão e
filtro de ar também podem ser Uma
turbina pequena pode ser instalada em um carro com motor
multiválvula para compensar seu baixo rendimento em
rotações mais baixas, mas para tanto será necessária
uma turbina de baixíssima inércia (como a usada no
Golf, Passat e Audi 20V turbo). Ela deixará o carro com
reações mais rápidas e comportamento mais uniforme,
além de aumentar a quantidade de mistura nos cilindros
nas altas rotações, que já é excelente neste tipo de
motor aspirado. |
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