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Fórmula 1, Cart e IRL: as semelhanças e diferenças
entre as três maiores categorias de monopostos

Texto: Fulvio Oriola - Fotos: divulgação

Fãs são sempre passionais. Quem gosta de Fórmula 1 tende a fazer pouco caso da Cart (Championship Auto Racing Teams), que por sua vez tem admiradores que devem depreciar a IRL (Indy Racing League) e vice-versa. As três são categorias de topo do automobilismo mundial. Como as categorias de monopostos são mais prestigiadas que as de protótipos e de turismo (embora nos EUA percam em popularidade para a Nascar, a stock car americana), não há o que discutir nesse sentido. Mas seus carros e regulamentos são bastante distintos.

No Brasil, a categoria mais popular entre a F1, a F-Cart e a IRL sempre foi a F1. De 1972 a 1991 tivemos três campeões mundiais na categoria -- e todos campeões mais de uma vez. Émerson Fittipaldi, Nélson Piquet e Ayrton Senna consagraram o Brasil na F1 e tornaram o esporte a motor ainda mais popular no país. Em contrapartida, a Cart e a IRL sempre foram categorias baseadas exclusivamente nos Estados Unidos, com uma maioria de pilotos americanos.

Os campeões Émerson Fittipaldi (ao lado), Piquet e Senna foram fundamentais para tornar a Fórmula 1 um esporte a motor tão popular no Brasil

No início da década de 90, porém, com a falta de espaço e dificuldade de acesso à F1, muitos pilotos vindos de categorias menores passaram a optar pela F-Cart e depois a IRL para dar continuidade a suas carreiras. Para os brasileiros, o grande boom da F-Cart e Indy surgiu depois que Émerson Fittipaldi, já consagrado na F1, foi correr nos EUA. Venceu a 500 Milhas de Indianápolis duas vezes (1989 e 1993) e foi campeão da F-Cart em 1989. Muitos pilotos brasileiros resolveram seguir os passos de Fittipaldi e tornaram a Cart bastante popular por aqui. À Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, por iniciativa de Luciano do Valle, cabe o crédito de sua difusão no Brasil.

Depois disso, em 1995, surgiu a IRL como uma dissidência da Cart. A categoria teve bastante sucesso nos EUA, inclusive com os direitos sobre a quase centenária 500 Milhas de Indianápolis (a primeira foi em 1911), ou Indy 500. Passou então a chamar a atenção das equipes da Cart, de onde muitas delas migraram, enquanto outras criaram equipes paralelas nas duas categorias, levando pilotos brasileiros à IRL e popularizando a competição também no Brasil.

Desde então, a rixa F1 vs. Cart vs. IRL ficou cada vez mais popular.

Gil de Ferran e Helio Castroneves: brasileiros bem-sucedidos ao trocar a Cart pela IRL, este ano

Nos dias de hoje, apenas Jacques Villeneuve e Juan Pablo Montoya tiveram sucesso vindos da Cart para a F1 (em 1978 Mario Andretti, com Lotus-Ford, levou o título mundial). Já na Cart, Émerson e Nigel Mansell são ex-pilotos da F1 bem conhecidos dos brasileiros que tiveram grande sucesso na Cart, quando ainda não existia a IRL. Por fim, Gil de Ferran e Helio Castroneves são os melhores exemplos de ex-pilotos da Cart que estão tendo sucesso na IRL, logo em seu primeiro ano na categoria.

Entendendo melhor as categorias   Todas as três correm com monopostos não-carenados, ou seja, de rodas descobertas. A diferença básica é que a Fórmula 1 é uma categoria da FIA (Federação Internacional do Automóvel ), enquanto a Cart e a IRL são categorias independentes da entidade, embora reconhecidas como campeonatos por ela. A Fórmula 1 é disputada principalmente em autódromos de traçado misto, com curvas e retas. As exceções ficam, hoje, para os GPs de Mônaco, da Austrália, do Canadá e da Bélgica, disputados em circuitos de rua. Continua

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Data de publicação deste artigo: 16/7/02

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