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A
carburador A Winston
Cup, a classe mais significativa, conta com a participação de quatro marcas: Chevrolet, Dodge, Ford e Pontiac.
Seus carros pouco ou nada guardam em comum com os modelos de rua com
que são identificados -- Ford Taurus, Chevrolet Monte Carlo, Pontiac
Grand Prix e Dodge Intrepid. O regulamento requer apenas uma semelhança
nas formas da carroceria e que os componentes mecânicos possam ser
adquiridos no mercado de reposição. Por outro lado, as restrições
construtivas e de preparação levam a uma grande competitividade,
ingrediente decisivo para o sucesso da categoria.
Embora o regulamento técnico oficial seja divulgado apenas aos
participantes, há fontes de informações com relativo detalhamento. Os
motores têm aspiração natural, comando de
válvulas no bloco (este de ferro fundido), o mesmo número de cilindros e
de válvulas do original do modelo, além de alternador e motor de
partida. Não podem utilizar recursos eletrônicos, nem mesmo -- pasme --
injeção. Isso mesmo: uma categoria de Primeiro Mundo ainda adota
carburador (um de corpo quádruplo, com capacidade de 830 pés3/min)
e bomba de combustível mecânica.
As quatro marcas usam V8, com cilindrada de 358 polegadas cúbicas (5.866
cm3) e taxa de compressão máxima de 12:1. Com gasolina unificada para
todas as equipes, a potência máxima está hoje na faixa de 700 a 800 cv, e o torque máximo, em torno de
70 a 80 m.kgf. A velocidade média nos ovais chega a 320 km/h. Portanto,
nada em comum com os modelos de rua (veja ficha
técnica comparativa).
Com motor dianteiro e tração traseira, os carros da Nascar usam
transmissão manual de quatro marchas, havendo provas em que se adotam
caixas de apenas duas ou três. No passado existiram até carros com
transmissão automática, por se tratar da única opção para o modelo de
rua, mas há registro de apenas uma vitória com esse tipo de caixa. As
relações variam a cada circuito e, uma curiosidade, a árvore de
transmissão (cardã) tem de ser pintada de branco, para fácil visualização
caso um carro perca a sua no asfalto...
E por falar em acidentes, a estrutura de um carro da categoria é muito
resistente. A "gaiola" tubular tem garantido a integridade do
piloto mesmo em graves colisões. O entreeixos é padronizado em 2,79 metros e há limites máximos de comprimento (5,28 m), altura (1,37 m) e
largura (2 m). A maioria das equipes possui ao menos dois chassis, de
formatos diferentes, para melhor adaptação aos diferentes tipos de
circuitos. Nele o aço ainda é extensamente utilizado, levando a um peso
elevado dos carros. Continua
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O Dodge Intrepid de Kyle Petty...

...o Pontiac Grand Prix de Tony
Stewart, campeão da Winston Cup este ano...

...o Chevrolet Monte Carlo de
Jeff Gordon...

...e o Ford Taurus de Elliott
Sadler:
mecânicas
semelhantes

A "gaiola" de aço tem
protegido o piloto mesmo em acidentes bastante severos
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