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Burns e Peugeot campeões O piloto inglês e a
equipe francesa levam o mundial de |
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O inglês Richard Burns, piloto da Subaru, é o novo campeão mundial de rali, o FIA World Rally
Championship. Já o Campeonato de Construtores ficou com a Peugeot pelo segundo ano consecutivo. E quem venceu a última prova do ano, disputada na Inglaterra (de 22 a 25 de novembro), foi o finlandês Marcus Gronhölm, pilotando um
Peugeot 206 WRC, com Harri Rovanperä, também da Peugeot, em segundo. Bastou para Burns
não ter azar e Burns e seu co-piloto Robert Reid chegaram apenas na terceira colocação com o Impreza WRC, o que entretanto foi suficiente para que superassem a pontuação de Colin McRae (Ford), Tommi Mäkinen (Mitsubishi) e Carlos Sainz (também Ford), os outros pilotos que ainda tinham chances de vencer o campeonato. Até então, McRae tinha 42 pontos, Mäkinen 41 e Burns 40, com Sainz correndo por fora com 33 pontos. Mas o Rali da Inglaterra não trouxe sorte a nenhum deles: foi uma prova marcada por acidentes, em que a sorte ficou mesmo do lado da Peugeot, que venceu pela quinta vez nas últimas seis etapas do mundial. Acidente grave com o
Focus de Sainz, Um desempenho que na verdade não se pode chamar de sorte, mas de competência. Do total de 14 etapas, a Peugeot venceu seis, sendo três delas com dobradinha, além de ser a única equipe a marcar o número máximo de pontos (16) por prova este ano. E foi a quarta vez que isso aconteceu na temporada, o que mostra que até para designar seus pilotos para marcar pontos no mundial a equipe se sai bem. As equipes podem inscrever mais de dois carros em cada rali, mas apenas dois deles podem marcar pontos para o Mundial de Construtores. Os pilotos excedentes marcam pontos apenas no Mundial de Pilotos. Panizzi (foto)
abandonou com o 206, mas Cada piloto tem sua especialidade -- asfalto, neve, cascalho ou lama -- e assim as equipes precisam decidir quem vai representá-las na pontuação em cada prova. Sorte ou competência, o fato é que a equipe francesa chegou ao Rali da Inglaterra como líder do mundial e nele consolidou seu bicampeonato. Entre os pilotos que disputavam o título, não ter azar foi suficiente para Burns vencer o campeonato. O azar ficou todo com McRae, Mäkinen e Sainz.
A comemoração da Subaru Os dois primeiros se acidentaram e abandonaram o rali logo na sexta-feira, praticamente o primeiro dia da competição (na quinta-feira houve apenas
um super-especial como prólogo). Mäkinen, que está saindo da Mitsubishi e vai para a Subaru em 2002, bateu e quebrou a suspensão dianteira de seu Lancer WRC, perdendo uma roda e abandonando logo no segundo especial da prova.
Já McRae capotou o Focus
WRC no quarto estágio especial, também abandonando o rali. |
Além deles, já na
sexta-feira também abandonaram Peter Solberg (Subaru), Piero Liatti
(Hyundai), Markko Martin (Subaru) e Gilles Panizzi (Peugeot), além de
outros 17 pilotos das outras categorias. Prova de quão duro e perigoso
foi o rali.
Bicampeonato: a
equipe da Peugeot Sainz passou ileso pela sexta-feira, mas não pelo sábado: no
11°. especial o espanhol perdeu o controle numa curva, saiu da pista e atingiu 12 espectadores, num grave acidente. Não houve vítimas fatais, mas mesmo assim a Ford resolveu tirar o Focus de Sainz da competição, praticamente garantindo o título à Peugeot. Devido ao acidente foram cancelados os estágios 11 e 12, e Marcus Gronhölm chegou ao domingo -- último dia da competição e do campeonato -- com tranquilidade para assegurar a liderança que já havia imposto no rali. Azar para o
tetracampeão Mäkinen e Choveu muito nos quatro estágios finais, mas apesar das dificuldades o azar dos primeiros dias não se repetiu e não houve acidentes. À parte os três primeiros estágios, liderados por McRae enquanto ele ainda estava na prova, Gronhölm manteve a ponta durante todos os estágios disputados (4 a 17), vencendo 10 deles. Mais uma vitória sólida da Peugeot, que até a oitava etapa do campeonato tinha apenas 26 pontos no Mundial de Construtores, e após uma virada espetacular chegou à liderança com 90 pontos a uma etapa do final. McRae também se
acidentou: 2°. lugar entre Com a dobradinha na Inglaterra a equipe francesa chegou aos 106 pontos, vencendo o campeonato com 20 pontos a mais que a Ford (86), que não pontuou com o abandono de seus dois pilotos (McRae e Sainz). O terceiro lugar de Burns foi então suficiente para que ele se sagrasse campeão de 2001, com 44 pontos, apenas dois pontos acima de McRae (42) e Mäkinen (41). Com a conquista do campeonato, o inglês Burns quebrou uma sequência de cinco vitórias de pilotos finlandeses no mundial (Gronhölm com a Peugeot em 2000 e Tommi Mäkinen, com a Mitsubishi, em 1996, 97, 98 e 99).
O novo campeão sai de seu Subaru Impreza Foi o primeiro título mundial de pilotos de Burns no WRC e sua última prova pela Subaru: ele já confirmou que vai para a Peugeot na próxima temporada. Pode-se esperar mais um bom ano para ele e para a
marca em 2002, quando a equipe terá mais uma vez o número 1 em seus carros. A primeira etapa do campeonato acontece já em janeiro, entre os dias 17 e 20, no asfalto do Rali de Monte Carlo. Até lá, o gostinho de vitória vai ficar com os franceses e ingleses, fãs da Peugeot e de Burns. |
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