





A estréia do chassi tubular com aparência de Vectra, em 2000, e do motor
V8, um ano depois, trouxe renovação à Stock Car. A partir da segunda foto,
os carros de 2003 de Ingo Hoffmann, Sandro Tannuri, Nonô Figueiredo, Chico
Serra e Carlos Alves |
Vários pilotos se mostraram
entusiasmados com a possibilidade de aquele Holden ser introduzido. O
carro nacional saía de fábrica com 168 cv, extraídos do velho 4,1, e a
versão importada, equipada com um V6 de 3,8 litros, gerava 200 cv. Com uma
simples matemática era de se esperar que esse carro poderia se tornar uma
supermáquina nas pistas, como ocorre hoje no certame V8 Supercar disputado
na Austrália. Mas a GM entendeu que a imagem do novo Omega não combinava
com competições, decidindo acabar com seu uso na Stock Car.
A geração Vectra
A grande revolução da competição,
assim, veio em 2000, quando o Omega foi substituído na classe superior
pelo Vectra — não exatamente um, como veremos adiante. Para a GM,
tornava-se interessante para sua imagem apresentar o vigor de seu
médio-grande, que já fazia sucesso no mercado. E a categoria passou a se
chamar Stock 2000. O veterano sedã ainda renderia boas brigas na categoria
Light, que ocupou o lugar da antiga B.
A estréia do Vectra marcou também o ingresso da Stock Car em um nível
superior: em vez de monoblocos de rua
adaptados, o carro era na verdade um chassi tubular de aço cromomolibdênio
com carenagem de plástico reforçado com fibra-de-vidro que imitava o
desenho do original — como na V8 Star, DTM e
Nascar —, construídos na cidade de Cotia, SP na fábrica do ex-piloto Zeca
Giafonne.
O novo carro mostrou bom desempenho e proporcionou mais emoção à
competição. Apesar de ainda ser equipado com o propulsor 4,1 de seis
cilindros, a potência saltou de 340 para 380 cv. Pelo fato de ser um carro
construído para competições e não uma adaptação como nos Omega e Opala, o
Vectra Stock permitiu aos pilotos melhores marcas e maior segurança.
Mesmo com tamanha sofisticação, o novo carro sofria com a idade do motor
4,1. Era totalmente antagônico um automóvel com equipamentos de alta
tecnologia ser movimentado por um propulsor tão defasado. Foi então que os
olhos se voltaram para a Nascar e viram a resposta. Por que não adotar um
V8?
Em 2001 a Stock 2000 mudou seu nome para V8 Stock Car. Os carros passaram
a correr com um dos mais famosos e cultuados motores já construídos, o
lendário 350 V8 small-block (bloco-pequeno) da Chevrolet americana,
de 5,7 litros, que desde 1969 equipava o
Corvette e os Chevrolets da
Winston Cup, categoria principal da Stock naquele país (hoje a Nascar usa
motores de 358 pol³, 5,8 litros). Continua
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