



A evolução: 11 CV, DS, CX, ZX do
Paris-Dacar e o Xsara Kit Car de 1998
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Existem carros que nascem já com um pé -- ou melhor, uma roda -- na lama. No bom sentido, claro. É o caso do Xsara: em dezembro de 1996, oito meses antes de sua apresentação oficial no Salão de Frankfurt, o médio-pequeno da Citroën já tinha aprovada sua versão Kit Car, destinada a suceder o competitivo ZX nessa classe de ralis. Em junho seguinte o primeiro carro era construído, chegando à competição no início de 1998, pouco após a estréia da versão de rua no mercado europeu.
A tradição da marca em provas fora-de-estrada vem desde 1934, quando François Lecot rodou 400 mil quilômetros ao volante de um Traction 11 AL em apenas um ano, iniciando por Monte Carlo. Desde então, a Citroën já competiu com o
DS, o SM, o
CX, o BX, o Visa do Grupo
B e o ZX -- este tetracampeão do Rali Paris-Dacar, em 1991, 1994, 1995 e 1996. Na década de 90 também se
juntou a ele o pequeno Saxo, que começou em 1997 na categoria Kit Car e ainda hoje disputa o JWRC, o Campeonato Mundial de Rali Júnior.
O Xsara Kit Car baseava-se em um motor de 2,0 litros, 16 válvulas e 280 cv de potência a 8.750 rpm,
de tração dianteira somente. O francês Philip Bugalski e o espanhol Jesus Puras venceram com ele os Campeonatos de Rali de seus países naquele ano. Novas vitórias vieram em 1999, com o Citroën superando até mesmo carros da classe WRC, de tração integral
(saiba mais sobre as categorias do Mundial de
Rali).
Uma vez que a Federação Internacional do Automóvel, FIA, estabeleceu regras mais rígidas para os Kit Cars, a marca francesa optou por desenvolver um novo Xsara, o WRC T4, a fim de competir na classe de tração integral. Era o primeiro Citroën de rali com turbocompressor e tração 4x4 desde o BX 4TC da década de 80.
Continua
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