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Capello, Kristensen e McNish (em
cima) ficaram em terceira posição com o Audi R15, também 18º com
Bernhard, Dumas e Premat, embaixo


Bom 4º lugar para o Lola B09/60
com motor Aston Martin de Charouz, Enge e Mucke, também na P1; note o
número 007, alusão a James Bond


O Porsche RS Spyder de Elgaard,
Poulsen e Collard (em cima) liderou na classe P2, mas o de Ara, Kunimoto
e Maassen não concluiu a prova
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Na
pista, porém, o R15 não se mostrou digno de tamanho temor. Não ter
participado dos testes preparatórios para a corrida, em 31 de maio, não
ajudou em nada os alemães, que tiveram apenas uma sessão de testes em
piso molhado no dia 10 para se preparar. Desde a classificação a Audi
tinha indícios de que teria problemas. Mesmo com o R15 número 1 pilotado
pelo trio vencedor de 2008 (McNish, Capello e Kristensen) largando na
segunda colocação, o nº 2 (de Marco Werner, Lucas Luhr e Mike
Rockenfeller) e o 3 (de Timo Bernhard, Romain Dumas e Alexandre Premat)
largariam apenas na sexta e sétima colocações, sendo o último com quatro
segundos de desvantagem para o pole.
Pole que ficou com o Peugeot nº 8 de Franck Montagny, Sebastien Bourdais
e Sebastien Sarrazin. Os outros 908 não ficaram muito atrás, em terceiro
(nº 7) e quinto lugares (nº 9), à frente dos Audi nº 2 e 3. O intruso na
festa foi o 908 versão 2008 de nº 17 da equipe Pescarolo, de Simon
Pagenaud, Jean-Christophe Bouillon e Benoit Treluyer, que largou em
quarto. E uma presença ilustre marcou a cerimônia de abertura: em
homenagem aos 60 anos da primeira vitória dos italianos em solo francês,
Luca di Montezemolo, presidente do Grupo Fiat e da Ferrari, agitou a
bandeira francesa que anuncia a largada.
A corrida foi recheada de pequenos incidentes que começaram a tirar as
chances de vitória das equipes favoritas. Como ocorreu ainda na primeira
hora, quando, na primeira rodada de paradas nos boxes, o 908 Pescarolo
nº 17 se chocou com o 908 oficial nº 7, danificando-lhe um pneu e
tirando as chances de Pedro Lamy, Nicolas Minassian e Christian Klien de
vitória, já que perderam sete voltas para reparar os danos. O nº 8 (de
Bourdais, Sarrazin e Montagny) também sofreu com um problema na pinça do
freio, que lhe custou 10 minutos e duas voltas de desvantagem para os
líderes.
Mas a sorte dos alemães não foi melhor — pelo contrário. Logo na
terceira volta, Premat bateu o Audi nº 3 na curva Indianápolis. Ainda
conseguiu voltar à prova, mas, com duas voltas de atraso, estava sem
chances de brigar pela vitória. Depois o carro apresentou diversos
problemas de confiabilidade, comprometendo de vez a luta por uma
classificação decente. Na sexta hora, o Audi nº 2 pilotado por Lucas
Luhr bateu forte, provavelmente por uma falha na suspensão, e foi
obrigado a abandonar. Os R15 sentiram ainda o quente fim-de-semana da
região noroeste da França. O calor acabou por causar alguns problemas
nos carros, como superaquecimento do motor.
Como se não fosse o bastante, os pilotos dos carros prateados reclamaram
de problemas de equilíbrio, sobretudo sob temperaturas mais altas,
durante a tarde. E, assim, nunca estiveram em condições de superar a
melhor forma dos 908. O Audi nº 1, grande favorito à vitória pelo lado
teutônico, nunca esteve em condições de ameaçar o amplo domínio dos
Peugeots. E se em algum momento esteve com chances de pelo menos
equilibrar a fatura — como a quatro horas do final, quando conseguiu
chegar à mesma volta dos líderes —, teve uma sequência de quatro voltas
seguidas parando nos boxes, o que arruinou o sonho de vitória dos
alemães.
Pelo lado dos franceses, o Peugeot nº 9 de Brabham, Wurz e Gene teve uma
prova relativamente tranquila. Apesar da maior velocidade do carro nº 8
(Sarrazin, Bourdais e Montagny), que rapidamente tirava a vantagem dos
líderes, o dia sem problemas do carro 9 se mostrou mais decisivo do que
a velocidade do trio francês. No fim, para evitar uma competição interna
que prejudicaria as intenções de vitória da marca, ambos foram
instruídos pela equipe para manter o ritmo e levar ambos os carros até o
fim.
Com isso, o sobrenome Brabham voltava ao topo do clássico do
automobilismo mundial, depois de o irmão mais velho de David, Geoff, ter
feito parte da equipe que levou o Peugeot 905 à vitória em 1993. O
australiano, depois de 13 tentativas, levou o título. Alexander Wurz,
vencedor em 1996 com um TWR-Porsche, voltava a vencer em Le Mans depois
de 13 anos. E Marc Gene também entrou para a história ao se tornar o
primeiro espanhol a conquistar a corrida francesa. O segundo lugar ficou
com o 908 nº 8, que garantiu a dobradinha da marca do leão em Le Mans.
Em terceiro lugar acabou o R15 nº 1 de Kristensen, McNish e Capello. A
quarta colocação no geral ficou com o Lola-Aston Martin B09/60 nº 007
(note, 007 e não simplesmente 7, por uma alusão ao uso dos Astons pelo
agente secreto James Bond), conduzido por Jan Charouz, Thomaz Enge e
Stefan Muncke.
Continua
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