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O Audi de Capello, McNish e Kristensen:
primeiro lugar conquistado na segunda metade da prova com a boa escolha
de pneus intermediários

O Peugeot 908 de Gene, Minassian e Villeneuve começou
à frente, mas terminou em segundo, seguido pelo de Montagny, Zonta e Klein
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Treino é treino, jogo é jogo. O velho chavão do futebol se encaixa
perfeitamente no que foi a 76ª edição da 24 Horas de Le Mans, prova
francesa vencida pela oitava vez (e quinta consecutiva) pela Audi. Se
nos eventos preparatórios para a tradicional competição disputada no
circuito de La Sarthe, na França, a Peugeot dominou de forma ampla, na
hora da competição principal quem saiu com a vitória foi a marca alemã e
seu R10 TDi.
Os franceses chegaram a Le Mans com um imenso favoritismo. Não eram
poucos os que diziam que a vitória de um de seus 908 era questão de
tempo, se não sofressem com problemas durante a corrida. Vários fatores
levavam a esta conclusão. Na atual temporada, a Audi também decidiu
disputar a Le Mans Series européia, o que permitiu melhor base de
comparação de forças entre os principais postulantes à vitória no
principal evento do ano.
As vitórias da Peugeot nos três eventos da LMS disputados nesta
temporada (1.000 Quilômetros da Catalunha, de Monza e de Spa) serviram
para confirmar a impressão de que a marca do leão tinha um carro
superior ao da empresa das quatro argolas. As equipes formadas pela
Peugeot, com alto investimento e pilotos que até pouco tempo atrás
faziam parte da Fórmula 1, também impressionava.
Alexander Wurz, Ricardo Zonta, Jacques Villeneuve, Marc Genè, Franck
Montagny, Pedro Lamy, Stephane Sarrazin e Christian Klien são todos
pilotos com experiência na principal categoria do automobilismo mundial,
incluindo um campeão do mundo (Villeneuve). O único escalado pelos
franceses sem experiência na F-1 era Nicolas Minassian, mas ele tem em
seu currículo um vice-campeonato na Fórmula 3000 e uma participação na
500 Milhas de Indianápolis.
Também ajudou no clima de favoritismo a incrível classificação realizada
pelos franceses, que colocaram seus carros nas três primeiras colocações
do grid. E, detalhe, o pior dos três Peugeots percorreu o tradicional
percurso de 13.650 metros com um tempo três segundos mais baixo que o do
melhor Audi (cinco segundos atrás do melhor). Tudo indicava um
verdadeiro massacre dos carros brancos e pretos da marca francesa.
Mas não foi o que aconteceu no desenrolar da corrida. Uma prova de 24
horas tem seus segredos e atalhos — e, justamente por conhecê-los, quem
saiu com a vitória foi novamente um carro da Audi. O experiente trio
formado por Tom Kristensen, Reinaldo “Dindo” Capello e Allan McNish, a
principal aposta dos alemães, não decepcionou e manteve a coroa com a
Alemanha.
A corrida pode ser dividida ao meio. A primeira metade, disputada em
pista seca, foi dominada pela Peugeot, mas na segunda metade a chuva
veio de forma intermitente, o que permitiu que os R10 pudessem
equilibrar a disputa. Na hora final, viu-se um embate emocionante pela
vitória envolvendo um representante de cada marca.
O R10 número 2, pilotado pelo dinamarquês Kristensen, liderava com uma
volta de vantagem sobre o 908 nº 7 de Nicolas Minassian. O piloto da
Audi adotou uma estratégia conservadora, mantendo os pneus
intermediários numa pista que tinha trechos molhados. Já o Peugeot de
Minassian, que vinha em segundo, partiu para o ataque e colocou pneus
para pista seca.
Continua
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