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A
temporada de 2009 do Campeonato Mundial de Rali (WRC) foi aberta neste
fim-de-semana e, de forma diferente do que sempre aconteceu, não pelo
tradicional Rali de Monte Carlo, mas pelo Rali da Irlanda. É uma
temporada de transição para o WRC, em que mudanças radicais foram
implementadas (leia coluna a respeito).
Uma novidade sentida é a saída de Subaru e Suzuki, que deixaram de ter
equipes oficiais e provocaram uma dança das cadeiras forçada entre os
pilotos. Isso levou a situações inesperadas como a do norueguês Petter
Solberg — um dos dois campeões do mundo ainda em atividade —, que está a
pé neste início de ano.
Outro que poderia estar sem carro é Chris Atkinson, australiano que foi
o companheiro de equipe de Solberg na Subaru nos últimos anos. Atko,
porém, conseguiu vaga na nova equipe Citroën Junior Team e competirá em
parte dos ralis. O surgimento da equipe B da Citroën não foi natural,
mas, dadas as circunstâncias, era fundamental para a sobrevivência do
campeonato. O que não mudou são as duas principais marcas competidoras.
As equipes oficiais de Citroën e Ford (Citroën Total e BP-Ford) seguem
com as duplas da temporada anterior — e todos os pilotos têm as mesmas
missões de 2008. Sebastien Löeb sai como o grande favorito, Mikko
Hirvonen tem a ingrata missão de pará-lo, Dani Sordo e Jari-Matti
Latvala buscam somar pontos e fazer com que suas equipes vençam o
Mundial de Construtores — e, vez ou outra, roubar alguns pontos do
piloto principal da equipe adversária.
Entre as equipes-satélite bastante coisa mudou. Se Henning Solberg segue
com seu esquema semi-independente da M-Sport, a Stobart-Ford mudou tudo.
Agora, Matthew Wilson e Urmo Aava são os pilotos da equipe, que parece
que se focará em desenvolver talentos para a BP-Ford. No lado da Citroën
Junior, a jovem promessa francesa Sebastien Ogier e o zimbabuano Conrad
Rautenbach devem ser os companheiros de equipe de Atkinson. Há ainda
duas inscrições pendentes. Uma delas é a Munchi's, que se confirmar
presença terá o argentino Frederico Villagra e Henning Solberg nas
provas em que entrar. Já a outra é a norueguesa Adapta, que usará os
carros da Subaru e terá Mads Ostberg e Anders Grondal.
Sediado na cidade de Sligo, na República da Irlanda (Eire), este rali é
um dos raros eventos organizados em conjunto pelas partes sul e norte (Ulster)
do país. Este é a segunda visita do WRC ao país. Trata-se de um rali de
asfalto e de inverno, ou seja, com as mesmas características de Monte
Carlo. E, como aconteceu na edição anterior, num rali sobre asfalto
gelado e molhado, Sebastien Löeb foi o vencedor.
Pode-se dizer que a apresentação do francês foi absoluta, mesmo com
alguns tropeços, como um passeio fora da pista no começo da tarde do
segundo dia e uma escolha errada de pneus na manhã do primeiro dia, que
permitiu que Latvala fechasse a primeira especial do rali com 40
segundos de vantagem sobre Löeb. A tabela final de cronometragem do rali
mostra uma diferença de mais de 90 segundos do francês sobre o
adversário mais próximo, o companheiro Dani Sordo, o que revela um pouco
como foi "equilibrada" a disputa entre Löeb e os adversários. Já Sordo,
na segunda colocação, vem demonstrando evolução a cada rali.
Continua
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