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Se
Mikko Hirvonen tinha alguma pretensão de vencer o Campeonato Mundial de
Rali deste ano, um dos pontos chaves de sua campanha era o Rali da
Noruega, segunda etapa do WRC. No úico rali na neve em toda a temporada,
o finlandês teria a melhor chance de desbancar Sebastien Löeb. Afinal, a
neve é a superfície à qual os nórdicos estão mais acostumados, enquanto
os pilotos franceses nunca foram afeitos a esse tipo de rali. Contudo,
não estamos falando de qualquer um, mas de um piloto excepcional,
Sebastien Löeb. O finlandês até que tentou. Lutou, brigou, fez o que
pôde, mas não conseguiu impedir a 49ª vitória do francês no WRC, que com
20 pontos se consolida, mais uma vez, como o principal favorito à
conquista do título.
O Rali da Noruega é mais uma aquisição recente do calendário do WRC: foi
a segunda visita do circo do Mundial ao país da família Solberg, Sediado
em Hamar, no sudeste da Noruega, é um rali com características
diferentes das que fizeram a fama do Rali da Suécia. Enquanto a etapa
sueca permite alta velocidade em estradas largas e curvas abertas, a
norueguesa é uma etapa mais travada, com trechos mais estreitos ,
justamente velocidades menores. Uma das curiosidades do rali é o uso de
prédios que foram sede das Olimpíadas de Inverno de 1994, na cidade de
Lillehammer, nas cercanias de Hamar. O parque fechado do evento, por
exemplo, fica sediado na Vikingskipet Arena, que sediou os eventos de
patinação daqueles jogos.
Nesta edição o clima esteve ideal para um bom rali de inverno. Ao
contrário do Rali da Suécia de 2008, nevou bastante e as temperaturas
estiveram baixas o tempo todo, chegando a 30ºC negativos. Isso propiciou
um cenário perfeito para a disputa. Outra atração foi a inscrição do
ídolo local Petter Solberg, que — sem equipe desde o fim do ano passado,
quando a Subaru anunciou que deixaria o WRC — competiu com um Citroën
Xsara alugado. E o campeão mundial de 2003 não fez feio: mesmo com um
carro defasado em três anos, foi muito competitivo. Venceu a primeira
Super Especial, na quinta-feira em Oslo, e chegou atrás apenas dos
pilotos das equipes oficiais de fábrica e de seu irmão Henning, que
compete pela Stobart. Uma bela aparição de um piloto que mostra ter
muita lenha para queimar. Seu ritmo apenas foi comprometido por um
problema na embreagem, que o atrasou em duas especiais. De toda forma, a
sexta colocação, após uma bela disputa contra Mathew Wilson, trouxe a
alegria de volta ao velho "Mr. Hollywood".
Outra aparição destacada foi a de P. G. Andersson, ex-Suzuki. O sueco,
com um Skoda Fabia, foi muito bem enquanto o carro aguentou. Venceu dois
estágios e chegou a aparecer na quinta colocação na sexta-feira, antes
que a embreagem de seu carro pedisse água.
Mikko Hirvonen chegou à Noruega como o principal favorito, o
representante local contra a grande força francesa. Além disso, vinha
com a pressão de ter que reduzir a diferença que Löeb abriu na primeira
etapa, o Rali da Irlanda, quando
a Citroën colocou seu segundo piloto à frente de Hirvonen na
classificação geral — e, com isso, abriu quatro pontos de vantagem.
Löeb, por sua vez, até adotava um discurso mais defensivo quando
perguntado sobre vencer a etapa gelada: "É difícil bater os pilotos
finlandeses [na neve], já que eles são verdadeiros especialistas na
superfície". Continua
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