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Depois de cinco vitórias consecutivas de Sebastien Löeb em uma temporada
de 12 provas, parecia improvável que a Ford conseguisse se recuperar.
Mas dois resultados ruins do esquadrão francês acabaram por colocar a
marca do oval azul de volta no jogo. O Rali Acrópole, sétima etapa do
WRC, foi o palco do ressurgimento da equipe BP-Ford. E também de Mikko
Hirvonen, homem que tem nas mãos aquela que é a mais ingrata das missões
do automobilismo mundial: vencer Löeb.
Hirvonen não teve dificuldades para vencer a etapa grega. E contou com
aquela que tem sido sua principal virtude: a capacidade de levar seu
Focus a salvo até o fim dos ralis. Enquanto isso, seus maiores rivais,
um a um, acabaram sucumbindo ao “moedor de carros” que são as grandes
pedras que revestem as estradas do sul da península grega. No último
estágio da sexta-feira, as estradas fizeram a primeira vítima. Foi
justamente seu companheiro de equipe, Jari-Matti Latvala, que vinha na
liderança, ajudado pela posição de largada (graças a sua posição no
campeonato). No estágio 6, porém, ele cometeu um erro e saiu da pista,
perdendo mais de três minutos com relação aos líderes.
Latvala é muito rápido, mas que ainda tem bastante a aprender em relação
à constância e à regularidade. Esse é o principal motivo para que o
jovem finlandês ainda não tenha assumido o papel de líder da equipe, que
é de Hirvonen. Latvala é em muitos momentos mais rápido do que seu
companheiro de equipe, mas Hirvonen é capaz de chegar ao fim de um rali
sem erros ou acidentes, o que acaba sendo determinante para que seja ele
o líder da BP-Ford e principal desafiante ao título. Se os erros fazem
parte do aprendizado de Jari-Matti, há de se saber até quando a BP-Ford
terá paciência para o aprendizado.
O finlandês foi muito criticado pela equipe, mas sua falha, pelo menos
desta vez, acabou não resultando em prejuízo tão grande para a BP-Ford.
Afinal, logo na manhã de sábado, aconteceram os dois abandonos que
praticamente deixaram Hirvonen sem adversários à altura. Graças a dois
erros, tanto Loeb quanto Dani Sordo acabaram por deixar a Citroën-Total
sem representantes na disputa pela taça. Logo na metade do primeiro
estágio da manhã de sábado, uma cena rara: Löeb cometeu um erro, ao
entrar um pouco forte em uma curva de alta velocidade e não conseguiu
evitar o choque da roda com uma grande rocha. Com isso, o C4 do
pentacampeão decolou e saiu da pista de forma espetacular, capotando
seis vezes antes de parar, apoiado por uma árvore.
Continua
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