Quem diria, Hirvonen!

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Em três provas, tudo mudou: Sebastien Löeb perdeu vitórias e, no
Rali da Polônia, o piloto da Ford assumiu a liderança do WRC

Texto: Marcio Kohara - Fotos: divulgação

Hirvonen

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Se alguém, há pouco mais de um mês, dissesse que Sebastien Löeb poderia perder a liderança do Campeonato Mundial de Rali, seria taxado de louco. A sensação que imperava era justamente a contrária. Até aquele momento, com cinco vitórias em cinco etapas, a questão não era se o pentacampeão do WRC seria hexa, mas quando seria. 

Pois bem. Passaram-se menos de 40 dias e foram disputadas apenas mais três etapas do Mundial, mas depois desse período a situação do campeonato é justamente oposta à daquele momento. A má fase do francês começou a se manifestar no Rali da Sardenha, quando ele conseguiu um terceiro lugar, acabando com sua impressionante sequência de vitórias na temporada. Seu navegador cometeu um erro e soltou o cinto de segurança com o carro em movimento, o que lhe custou ainda mais uma posição. Depois, o erro na Grécia, no Rali Acrópole, que o fez capotar e abandonar a prova.

Agora, Löeb bobeou mais uma vez no Rali da Polônia, oitava etapa do campeonato. Bateu o C4 WRC num toco de árvore, ainda na sexta-feira, e foi obrigado a não disputar algumas especiais, perdendo minutos preciosos no rali e pontos preciosos no campeonato. Nesse cenário, quem se deu bem foi Mikko Hirvonen, que pela primeira vez em sua carreira venceu dois ralis consecutivos — e assume a liderança de um campeonato que parecia perdido de antemão. O piloto da BP-Ford se aproveitou muito bem dos erros e problemas do pentacampeão e, justamente por isso, tem-se agora um campeonato totalmente aberto. 

A etapa polonesa voltou a fazer parte do WRC depois de 36 anos de espera, pois foi palco de uma das etapas da temporada de estreia do Campeonato Mundial de Rali e nunca mais figurou no calendário. Em sua volta, recebeu os competidores na pequena cidade de Mikolajki, com 4.000 habitantes, no nordeste do território polonês. E o rali foi uma grata surpresa: muito veloz, desafiador, recheado de saltos e com curvas bem rápidas. Guardadas as proporções, é uma mistura do Rali da Finlândia com trechos que lembram o Rali da Austrália, disputado até 2007. 

Na sexta-feira pela manhã os tempos de Hirvonen e Löeb estavam bem próximos. Na especial número 2, Grabówka, a vantagem era do francês por ínfimo meio segundo, mas na seguinte (Pianki) Hirvonen deu o troco e ficou três décimos à frente do francês. Löeb exigia o máximo do C4 WRC, o que o deixava mais exposto a cometer erros. E foi o que aconteceu logo na quarta especial. Na especial Paprotki, a última daquela manhã, Löeb permitiu que o carro escapasse um pouco na saída de uma curva. Para seu azar, no acostamento, logo no local em que o C4 escapou, havia um toco de árvore. O choque foi inevitável e Löeb não conseguiu mais fazer o Citroën andar. Fim dos trabalhos do francês, pelo menos no primeiro dia.

No sábado, sem dano estrutural no carro, o pentacampeão relargou graças às regras do Super-Rali. Mas, 20 minutos atrás do líder Hirvonen, Löeb só poderia chegar aos pontos se desse sorte e contasse com o azar alheio. Hirvonen, por sua vez, seguiu acelerando e se manteve à frente dos adversários no decorrer da prova. Em grande parte do rali foi escoltado por Jari-Matti Latvala (também da BP-Ford) e Dani Sordo (Citroën). Mas dominou de forma tranquila o rali polonês, sem que sua posição fosse realmente colocada em risco durante todo o fim-de-semana. Continua

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Data de publicação: 30/6/09

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