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Alguns itens de conveniência e segurança, como desembaçador dos retrovisores externos e do vidro lateral traseiro direito, um revestimento junto ao miolo de ignição para a chave não bater e saídas de energia 12V no console traseiro e no porta-malas, contrastam com duas falhas: o freio de estacionamento entre o console e o banco do passageiro dianteiro (algo distante do motorista), posição menos cômoda que a do modelo anterior, e a tampa do tanque que só abre com a chave -- um simples Corsa oferece comando interno da portinhola.

Confortável de dirigir, mas o freio de estacionamento ficava em melhor posição. O ar-condicionado possui sensor infravermelho que mede a temperatura corporal dos ocupantes
O sistema de áudio Infinity Gold oferece amplificador de 180 watts, controles atrás do volante, som de ótima qualidade e disqueteira de seis discos, opcional a partir do segundo trimestre de 2000. Há porta-copos na frente e atrás e opção de teto solar. A antena passou para o vidro traseiro -- evita danos no fora-de-estrada ou por vandalismo -- e permanece a abertura independente desse vidro, conveniente em locais menos espaçosos.

Novo também por baixo do capô

O veterano motor V8 de 5,2 litros, herança dos antigos Dodges fabricados também no Brasil, deu lugar a um 4,7-litros totalmente novo e bem mais moderno. Apesar de menor, oferece mais 8 cv a mais de potência, 0,2 m.kgf a mais de torque e emissões de poluentes 30% menores, além de ser 24 kg mais leve e um pouco mais econômico.

Tração integral permanente, com divisão de torque 100% variável, garante bom desempenho em pisos de baixa aderência
O novo câmbio automático ajusta-se ao modo de dirigir do motorista e inova com a "segunda marcha alternativa" (saiba mais). A tração permanece integral permanente (Quadra-Trac II), com reduzida, e incorpora divisão variável de torque entre os eixos, de 0 a 100%. A partir de 2000 a Jeep oferecerá o sistema Quadra-Drive como opcional, capaz de manter a tração mesmo com uma única roda no solo -- recurso já presente no Mercedes ML, seu "primo" desde a fusão da Daimler com a Chrysler. Continua

Comentário técnico
* O Grand Cherokee é um dos poucos utilitários-esporte, ao lado do Cherokee tradicional e do Nissan Pathfinder, a utilizar estrutura monobloco em vez de chassi e carroceria em separado. A nova geração perdeu 23 kg de peso na carroceria, mas ganhou 20% em rigidez.

* O comando de válvulas passou do bloco para os cabeçotes, agora de alumínio. A bomba d'água consome 6 cv menos que a antiga. O sistema de ignição tem bobinas sobre cada vela e o ventilador de arrefecimento funciona em baixa rotação, para menor ruído. A marca promete 240.000 km sem reposição de peças, salvo as de manutenção usual.

Motor de 4,7 litros tem comando nos cabeçotes (de alumínio), é mais leve e consome menos. Observe os faróis de superfície complexa

* A segunda marcha possui uma relação para as mudanças ascendentes e outra, mais longa, que pode ser "escolhida" pelo controle eletrônico em reduções. Isso evita o brusco aumento de rotações que costuma ocorrer ao se pressionar fundo o acelerador (kick-down).

* A nova suspensão traseira utiliza braço superior em "A" e, como a dianteira -- herdada da geração anterior --, braços de controle tubulares, com tecnologia de hidro-conformação que garante cinco vezes mais resistência. Ambas conservam a configuração de eixo rígido, escolhida pela robustez e relação custo-benefício.

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