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Um item de série notável na linha 147 era
o pára-brisa laminado, que não se estilhaça ao quebrar.
Só o Corcel II, lançado em 1977, o tinha também, mas
era um carro de categoria superior. Ainda em se tratando
de segurança, a versão GL contava com apoio de cabeça
nos bancos dianteiros. |
| O esportivo Rallye (aqui já com a frente Europa) marcou época. Além de maior cilindrada, tinha adereços exclusivos e painel completo, sendo aprovado até por Emerson Fittipaldi | ![]() |
| O Rallye trazia cinto de
segurança de três pontos dianteiros e bancos reclináveis,
de encosto alto e gomos horizontais. No painel completo
havia conta-giros, voltímetro e manômetro de óleo. O
bicampeão mundial de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi, de
passagem por Belo Horizonte a convite da Fiat, testou e
aprovou o pequeno esportivo. Destacou o torque, a aceleração
e sustento da velocidade, mesmo com cinco passageiros a
bordo. Em 1979, após testes por todo o país durante três anos, era lançado o primeiro carro a álcool do mundo: o Fiat 147 com motor de 1,3 litro e 60 cv brutos (56 cv líquidos), que ganharia o apelido de "cachacinha". Usava taxa de compressão de 10,65:1, baixa para álcool, mas assim mesmo andava mais que com motor a gasolina -- velocidade final, aceleração e retomadas eram melhores. |
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A nova frente era a mesma utilizada no 127 italiano, com ar mais imponente e pára-choques plásticos. As luzes de posição ficavam acima das de direção |
No ano
seguinte o pequeno 147 recebia sua primeira reestilização.
Na nova frente, denominada Europa (e também adotada no
Velho Continente), o capô era mais aerodinâmico e
inclinado, os faróis passavam a ser retangulares e a
grade ganhava ligeira inclinação. As luzes de direção
estavam nas extremidades, junto das lanternas -- por isso
metade era na cor âmbar e metade incolor. Curiosamente,
essa solução ressurgiu agora na linha 2001 do Palio. Os
pára-choques eram de plástico polipropileno e podiam
vir em cinza ou preto, conforme a opção de acabamento. |
| Além do GL (ao lado), havia o 147 GLS, versão de luxo da foto que abre este artigo. Trazia revestimento luxuoso, servofreio e vidros verdes | ![]() |
O 147 GL
contava com apoio de cabeça, que apoiavam também os
ombros por serem muito largos. Já na versão GLS este
equipamento de segurança era fornecido para os dois
ocupantes do banco traseiro, uma inovação na categoria.
O revestimento nesta versão era em tecido "pé-de-galinha",
um tipo de veludo. Nos bancos dianteiros os cintos de
segurança de três pontos eram retráteis -- nas outras
versões ocorria perigoso desajuste se o ocupante se
deslocasse para a frente e não o reajustasse depois -- e
o volante era de dois raios horizontais. |
A
versão a álcool foi o primeiro automóvel de série no
mundo movido a este combustível. A Rallye
trazia nova decoração externa. A tomada de ar sobre o
capô era mantida com o defletor em plástico. Abaixo dos
pára-choques pretos, na frente do spoiler de mesma cor,
vinham faróis auxiliares e o pára-brisa era laminado
com faixa degradê -- já na época a Fiat o associava a
versões esportivas. Rodas próprias completavam o
aspecto esportivo. |
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O Fiat ganha espaço: em 1980 era lançada a perua Panorama, com amplo porta-malas e janelas que justificavam seu nome. O teto em dois níveis era funcional, mas de estilo discutível |
| Como o teto, a partir dos
assentos dianteiros, era ligeiramente mais alto, havia
também mais espaço para a cabeça no banco traseiro --
mas poucos aprovavam o "degrau" bem evidente no
estilo. O motor era o mesmo 1,3-litro e seu peso era de
840 kg, 50 a mais que o 147. No tanque cabiam 52 litros,
contra 43 dos outros modelos, que logo foram atualizados
nessa parte para aumento da autonomia. Naquele tempo os postos fechavam nos fins de semana para desestimular viagens longas e poupar gasolina, tendo sido o Brasil o único país a adotar a estúpida medida. Estúpida porque o consumo de diesel aumentou, levando à necessidade de mais petróleo e à absurda situação de se manterem petroleiros ancorados com gasolina, que não encontrava mais espaço para estoque no País. |
| O 147 chegou a ser exportado para a Europa, com motor a diesel derivado do 1.300 a gasolina. Era o menor carro a diesel do mundo | ![]() |
A nova autonomia permitia, por exemplo, encher o tanque na chegada sexta-feira ao Rio, rodar um pouco no sábado e voltar para São Paulo com "pé embaixo" no domingo, sem nenhuma preocupação de ficar sem gasolina na Via Dutra. A ótima estabilidade da linha não foi afetada com a Panorama, nem o consumo. Dois anos depois a perua já dispunha de opções C e CL de acabamento, esta última mais completa e luxuosa. Continua |
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