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Agora a Chamonix, em associação com o português José Eduardo Lobo, trabalha no Lobini (leia segredo), um roadster de motor central transversal previsto para lançamento no final de 2002. A mecânica, porém, será do Audi TT 1,8 turbo e não de Alfa Romeo V6, como havíamos divulgado. A Chamonix, além de "reeditar" automóveis, é prestadora de serviços para a indústria automobilística em itens de plástico reforçados com fibra-de-vidro.

A Chamonix aproveitou o evento para revelar sua nova obra: o 550 CLR, construído com o objetivo de vencer a Mil Milhas

CLR: para a Mil Milhas   A Chamonix aproveitou para mostrar um carro que está ajudando a construir em regime de parceria: o 550 CLR, uma idéia do ex-piloto e atual construtor de karts Francisco Lameirão e do engenheiro projetista Ricardo Bock, coordenador do curso de Engenharia Automobilística da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), de São Bernardo do Campo, SP.

Classificado como esporte-protótipo pela regulamentação esportiva, o CLR -- de Chico Lameirão Racing -- começou a ser construído há quase três anos e iniciará testes dentro de um mês. "O carro foi feito para ganharmos a Mil Milhas", disse entusiasmado Bock, de 48 anos. Em seguida falou ao BCWS sobre o carro.

"Procuramos fazer do Spyder 550 S um carro de competição sofisticado e eficiente. A começar pela aerodinâmica, estudada por simulação na Anglia Politech, da Inglaterra. A parte inferior é praticamente uma asa com 4,25 metros de corda, que é o comprimento do carro, inserido num canal de 60 centímetros de largura." Bock não revelou números de força descendente, mas o desenho do assoalho, mais o perfil extrator pronunciado atrás, deverão levar os pneus Pirelli PZero 265-540-13 na dianteira e 235/45 VR 13 na traseira a grudar na pista.

Na parte dianteira do CLR, identificada pelas coifas sanfonadas, vê-se a caixa de direção tipo pinhão e cremalheira; o tubo de aço brilhante é a barra estabilizadora

Segundo o engenheiro, até os dois espelhos retrovisores -- de lente convexa, naturalmente -- foram estudados em túnel de vento, visando produzir o menor arrasto aerodinâmico possível. A FEI conta com dois túneis de vento, um para modelos em escala 1:10 e outro para 1:5. "O radiador é especial, em forma de 'V' para dentro, pois faz parte do pacote aerodinâmico do 550 CLR", continuou Bock.

O CLR 550 será propulsionado por motor Audi TT 1,8 turbo a 1,0 kg/cm2 de pressão, desenvolvido para gerar 270 cv e acoplado uma caixa de câmbio de cinco marchas Audi tipo 013 (Santana) com escalonamento modificado. A primeira, por exemplo, levará o carro a 140 km/h, sendo sua velocidade máxima estimada em 270 km/h. Seu comando do acelerador é eletrônico e programável, o que permite otimizar a utilização do motor segundo o tipo e condições da pista.

Conjunto motopropulsor do CLR: o tubo cromado de grande diâmetro é o elemento principal da suspensão traseira de geometria De Dion

Os cuidados passam pela suspensão, do tipo De Dion atrás com molas helicoidais internas ao chassi e amortecedores JRZ ajustáveis de bordo traseiros e dianteiros. Na dianteira foi mantida a disposição VW de braços duplos semi-arrastados, porém com molas helicoidais e caixa de direção por pinhão e cremalheira. Os freios a disco são Brembo, de Porsche GT2, que geram potência equivalente a 2.700 cv e contam com ajuste de bordo para proporção de frenagem.

O CLR pesa 550 kg sem os 90 litros de combustível, graças ao emprego de plástico reforçado com fibra-de-vidro de fina espessura para a carroceria e aço cromo-molibdênio no chassi. Há três CLR em construção no Brasil e um no Japão, este com motor de Porsche GT2.

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