Tinha duas versões de acabamento: Ouro, mais luxuosa, e básica, que ficou conhecida como Prata. Os bancos tinham desenho sóbrio e o painel contava com instrumentação abundante, a mais completa nacional. Havia até manômetro de óleo e voltímetro, itens raros em automóveis durante toda a história de nossa indústria. O fundo azul era de gosto duvidoso, mas foi um tentativa de fugir do convencional. |
| O motor 1,6-litro fez bem à Belina e podia vir com câmbio de cinco marchas, o primeiro na categoria. Seu baixo consumo era muito apreciado | ![]() |
| O Del Rey marcou época
pelos itens de conforto -- ar-condicionado, controles elétricos
de vidros e travas, teto solar. Como esperado, não tinha
pretensão esportiva: arrancadas e alto desempenho não
eram com ele. Seu rodar, porém, era suave, para viagens
tranqüilas. O espaço interno era bom, mas não a ponto
de atender aos antigos compradores de carros grandes. Um engenheiro da marca teria admitido mais tarde que, pela falta de cinco centímetros a mais entre os eixos em relação ao Corcel, o Del Rey havia perdido um mercado carente de automóveis espaçosos. Logo depois seria lançada a versão de duas portas, estas as mesmas enormes e pesadas do Corcel II. |
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![]() O acabamento dos primeiros Corcel II era requintado, com apliques imitando madeira no painel. Ao lado, um campeão das pistas, antes mesmo de ingressar na Fórmula 1, anunciava a economia do motor a álcool |
Em 1982 a
Belina movida a álcool era apresentada -- e aprovada
pelo consumidor brasileiro. Era tão boa quanto o modelo
a gasolina e com um ganho importantíssimo para os veículos
movidos com este combustível: não apresentava os
problemas de corrosão comuns nos primeiros nacionais a
álcool. No ano seguinte chegava o Del Rey Ouro movido a
combustível vegetal. Outra novidade bem-vinda era a opção
de transmissão automática, uma caixa moderna e de
controle eletrônico, a primeira do Brasil. |
| Enquanto o Landau perdia terreno, a Ford tentava conquistar o mercado de luxo com o Del Rey, um sedã econômico de duas e quatro portas, repleto de itens de conforto -- até câmbio automático eletrônico, a partir de 1983 | ![]() |
| O Pampa tinha o mesmo
conforto do carro na cabine e sua caçamba era bem maior
que a do concorrente. O estilo mesclava a frente do
Corcel II a uma caçamba inspirada no picape pesado F100
da época. Ao contrário da Fiat, que usava a mesma
suspensão traseira independente do 147, a Ford manteve o
eixo rígido e adotou molas semi-elíticas, mais
adequadas ao transporte de cargas, em lugar das
helicoidais. Devido a seu sucesso, as outras marcas
trataram logo de lançar seus derivados, a VW com o
Saveiro (no mesmo ano) e a GM com o
Chevy 500, em 1983. Por causa do lançamento do Del Rey, a fábrica realizou modificações no resto da linha Corcel em 1982. Em todos eles a suspensão foi alterada e o carro ficou mais firme, estável e seguro. No início do ano seguinte era lançada mais uma perua, na verdade outra opção de acabamento: a Del Rey Scala, derivada da Belina II. Ao contrário do Del Rey, não trazia nenhuma diferença de desenho da carroceria, nem a desejada versão de cinco portas. |
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Na
esteira da Fiat, chegava em 1982 o picape leve Pampa, com
caçamba e cabine maiores As diferenças resumiam-se
a detalhes, como a grade de frisos verticais e lanternas
traseiras com o dobro do tamanho das da Belina, parte
delas montada na tampa do porta-malas. O acabamento era o
destaque, luxuoso e com materiais mais nobres. Era a station
wagon mais luxuosa do país. Freios, com discos
ventilados à frente, e câmbio também ficavam melhores.
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Detalhe interessante do Corcel II era a grade aerodinâmica, com lâminas inclinadas de modo a aumentar o fluxo de ar em baixas velocidades e reduzi-lo em altas, atendendo às necessidades de refrigeração do motor em cidade e estrada |
| Para tentar ocupar a
lacuna deixada pelo insubstituível Jeep, que havia saído
de produção no início do ano anterior, também em 1984
era lançada a versão 4x4 do picape Pampa. Uma inovação:
na época o único modelo nacional a oferecer a opção
era o Toyota Bandeirante, que ocupava outro segmento e
tinha motorização a diesel. Em relação à versão de tração convencional, o Pampa 4x4 trazia um sistema de tração traseira engatado por uma alavanca junto à de câmbio. Ou seja, quando em operação 4x2 a tração era dianteira, e o uso 4x4 era temporário e sobre pisos de pouca aderência apenas, pois as relações dos diferenciais dianteiro e traseiro não eram exatamente iguais. Por isso, a fábrica recomendava velocidade máxima de 60 km/h em operação 4x4. Uma desvantagem da versão 4x4 em relação à comum era a menor capacidade de carga. A Belina também ganharia a opção, em 1985, numa primazia até hoje não igualada por nenhum fabricante brasileiro: uma perua de passageiros, derivada de automóvel, com quatro rodas motrizes. Mas, como a Pampa, esbarrou em problemas de confiabilidade e durabilidade do sistema. |
Também
em 1982 a Belina ganhava versão a álcool, lançada dois
anos antes para Para 1985 toda a linha era reestilizada, pois o desenho já contava com sete anos de mercado. Traziam frente inclinada e mais arredondada, nova grade (com muitas lâminas no Corcel e apenas três no Del Rey, neste caso pintadas na cor da carroceria) e faróis em forma de trapézio. Del Rey e Scala tinham um spoiler de plástico sob o pára-choque dianteiro com faróis de neblina integrados. Atrás, lanternas redesenhadas e com luzes de direção em tom âmbar, que se tornavam obrigatórias no Brasil. Continua |
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