As novas versões usavam as siglas L, GL (Corcel), GLX e o nome Ghia (Del Rey). Esta última, versão de topo -- com nome emprestado do estúdio de estilo italiano que numerosas vezes trabalhou para a Ford --, inovava com rodas de 14 pol com pneus 195/60, em substituição às de 13 pol com pneus 185/70. Foram os primeiros de perfil baixo em carros não-esportivos no Brasil. |
| Em 1983 a linha crescia ainda mais, com a perua Scala. O Corcel II ganhava eficiência com os motores CHT de 1,35 e 1,6 litro, os mesmos do Escort | ![]() |
| Para o Corcel, que não
tinha mais o "II" no nome, o desenho e
instrumentos do painel e o volante eram iguais ao do Del
Rey básico de 1984, enquanto o novo Del Rey recebia
alterações no painel. Com isso o acabamento geral
melhorou muito. No ano seguinte aparecia a opção de
direção assistida hidráulica para o Del Rey, conforto
há muito solicitado pelos clientes. No final de 1986 esboçava-se a Autolatina, associação entre a Ford e a Volkswagen, que começou a operar em julho de 1987 e agrupava as atividades industriais e financeiras das duas fábricas no Brasil e na Argentina. Na opinião de muitos, o acordo beneficiou muito mais o grupo alemão do que a Ford. |
![]() Toda a linha era reestilizada
para 1985, com destaque para a frente e o interior A concorrência estava
mais acirrada. O Passat envelhecia, o Polara não era
mais produzido há anos, mas o Chevrolet Monza era mais
moderno e potente, conquistando a liderança de vendas
por três anos (de 1984 a 1986) e surpreendendo a todos.
Em 21 de julho de 1986 o último Corcel deixava as linhas
de produção de São Bernardo do Campo, SP. Marcou pelo
conforto, acabamento e mecânica de qualidade confirmada.
Foram 1,4 milhão de modelos produzidos -- um dos maiores
sucessos da nossa indústria de automóveis. |
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Agora denominado apenas Corcel, o modelo ganhou ar atualizado e interior mais moderno, mas a concorrência do Monza foi significativa para a retirada de sua produção, em julho de 1986 |
| O picape Pampa também
permanecia, e em 1987 era lançado com o acabamento
luxuoso Ghia. Tinha um nível de conforto que os picapes
concorrentes não ofereciam: o luxo do Del Rey Ghia e a
praticidade de utilitários leves. Atendia a um público
seleto que queria este tipo de veículo com luxo e
conforto. O destaque ficava por conta dos freios, do
painel completo já conhecido e do acabamento de primeira
para um veículo de carga. No segundo semestre de 1989 a Autolatina começava a gerar frutos no mercado. Enquanto o Gol recebia o econômico motor CHT, rebatizado AE-1600, na Ford o Escort, Del Rey, Belina e Pampa passavam a contar com o mais moderno e potente motor AP-1800 da Volkswagen, de 1,8 litro e comando de válvulas no cabeçote, o mesmo que equipava todos os tração-dianteira da linha VW. |
| A Belina permaneceu como perua do Del Rey até 1991. A união com a Volkswagen resultou no empréstimo de seu motor 1,8, moderno e eficiente, a partir do modelo '90 | ![]() |
| Com este motor o Del Rey
tornou-se mais ágil, ganhando em aceleração e
velocidade máxima -- dois quesitos que, durante toda sua
existência, faltavam à linha Corcel. Não que o motor
originário da Renault fosse ruim -- pelo contrário, era
robusto, econômico e de manutenção simples. Mas sempre
inadequado ao peso do carro e já um tanto envelhecido. O
consumo continuava bom com a nova alma e o câmbio Ford
dava lugar ao reconhecidamente preciso da VW. A suspensão,
recalibrada para maior firmeza, recebia molas traseiras
progressivas (exceto no Pampa) que evitavam seu
afundamento excessivo com carga. O automóvel continuava muito confortável, silencioso, bem equipado e acabado. Apesar dessas qualidades e da mecânica eficiente emprestada da marca sócia, o Del Rey estava defasado. Sua produção foi encerrada em 1991, ano do surgimento do Versailles -- um Santana adaptado ao estilo Ford, sem o acabamento do Del Rey e a esportividade da linha VW, que não fez sucesso. |
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O último de uma grande família: o Pampa (aqui na versão 1.8 S) ficou no mercado até 1996, quando se encerrava a história do robusto, econômico e confortável Corcel |
| O Del Rey deixou saudades
aos fiéis por ser um automóvel confortável na cidade e
na estrada, econômico, durável e de ótimo acabamento.
Foi um dos carros de luxo mais vendidos no país e
responsável pela introdução de diversos refinamentos técnicos
e de conforto. O último remanescente da linha, o Pampa, só chegaria ao fim em 1996. Fabricada nas versões normais L e GL, na sofisticada Ghia e na especial 1.8 S, de 1991, sempre foi líder de vendas no segmento. Com sua descontinuação, passava à história uma linha diversificada e de sucesso, que entre as várias configurações atendeu a um público fiel por quase três décadas. |
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