Havia também os novos Sport 1600, RS 2000 e, apenas para ralis, o RS 1800 -- aliás, o Escort venceu o Campeonato Mundial de Rali em 1968, 1969 e 1979. O RS 2000 trazia faróis duplos, que se tornaram sua marca registrada, rodas de 6 pol de tala, revestimento interno todo em preto e aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 10 s, notável para a época.

O RS 1800 foi desenvolvido apenas para ralis, conquistando o Campeonato Mundial em 1979. Mas não contava com os faróis duplos, exclusivos do RS 2000

Carro mundial   Com o lançamento do Fiesta, em 1976, a Ford européia aplicava a tração dianteira com sucesso e logo concluía que o Escort também deveria adotá-la. Em setembro de 1980 chegava o Mark III, ou terceira geração, com motor transversal, suspensão traseira independente McPherson e, claro, tração dianteira. A carroceria era hatchback, com um "meio volume" na traseira, em vez dos três volumes -- que retornariam em 1983 com o Orion.

A linha incluía peruas de três e cinco portas, furgão e os esportivos XR3 e RS 1600i. O motor, com comando de válvulas no cabeçote, era denominado CVH (câmara de combustão hemisférica). O XR3, de 1,6 litro, desenvolvia 96 cv e alcançava 180 km/h. Ainda mais rápido, o RS 1600i era o primeiro Escort com injeção (Bosch K-Jetronic) e cinco marchas, oferecendo 115 cv de potência, rodas de 15 pol com pneus 195/50 e duplo aerofólio traseiro.

Um velho conhecido nosso: o Escort Mark III europeu, de 1980. Motor transversal, tração dianteira e suspensão traseira independente eram novidades técnicas, aliadas a um grande avanço em estilo

Atendendo a críticas sobre a suspensão do XR3, a Ford o enviou a Ron Mansfield, da SVE (Special Vehicle Engineering, engenharia de veículos especiais da Ford). As melhorias foram lançadas junto com a injeção, no ano seguinte, no XR3i, com potência de 105 cv e máxima de 192 km/h. Além destes, havia o mais potente RS Turbo, com motor 1,6 de 132 cv e diferencial autobloqueante. Nos campeonatos de Turismo esse motor chegava a 270 cv.

Também em 1981 o Escort era eleito Carro do Ano europeu. Era o "mundial" da Ford, embora o modelo norte-americano lançado no mesmo ano fosse bem diferente (saiba mais). Mas a estratégia garantiu à Ford o título de modelo -- ou denominação -- mais vendido do mundo por mais de uma década, embora alguns carros japoneses o superassem ao se considerar em separado as versões de cada lado do Atlântico.

Já em 1982 nascia o Cabriolet, versão conversível (ao lado um modelo 1989). O RS Turbo, acima, oferecia 132 cv

A família cresceu: conversível (1982), três-volumes Orion (1983), motor diesel (1984). Em 1986 era oferecido sistema antitravamento mecânico nos freios (ABS) e a produção mundial acumulada chegava a 10 milhões. No início de 1986 o Mark III era reestilizado, ganhando linhas mais suaves e novo painel. A quarta geração só chegaria em agosto de 1990, com maior distância entre eixos, desenho e suspensão reformulados. Continua

Um outro Escort para os americanos
Escort 1981 Escort 1995
Lançado em 1981 (foto 1), logo depois de na Europa, o Escort norte-americano sempre foi um produto próprio, com porte, estilo e mecânica idealizados para as preferências locais.

Foi reestilizado em 1985 e 1988 e, três anos depois, passava a uma nova geração (foto 2) baseada no Mazda 323 japonês, tendo como clone o Mercury Tracer, de uma divisão mais refinada da Ford.
Nova reforma veio em 1997 (foto 3) e, um ano depois, a versão cupê ZX2 (foto 4), com frente inspirada no carro-conceito Profile, este baseado no Mondeo.

A unificação de carrocerias com a Europa ocorreu apenas em 2000, quando o Focus foi lançado nos Estados Unidos, substituindo o Contour (Mondeo local) e relegando o Escort a uma opção de entrada, produzida no México.
Escort 1997 Escort ZX2 2000

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