| RS
Cosworth, um super-Escort de
220 cv |
A tradição do nome
Cosworth -- resultado da fusão dos fundadores Mike Costin e
Keith Duckworth -- nas pistas de competição fala por si só.
E foi com esse aval que a Ford européia lançou, em 1992, uma
versão muito especial do Escort: a RS Cosworth.
O lendário motor de 2,0 litros, com 16 válvulas e turbocompressor,
entregava 227 cv de potência a 6.250 rpm e torque máximo de 30,4 m.kgf
a 3.500 rpm. Vinha montado em posição longitudinal e com
tração nas quatro rodas, transmitindo sempre 67% do torque
às traseiras.
|
O
RS era na verdade um conjunto mecânico de Sierra, modelo da
marca com tração traseira e porte maior, vestido por uma
carroceria de Escort, ou quase -- a alemã Karmann
encarregou-se de adaptá-la às novas dimensões.
Durante
quatro anos 7.145
unidades foram produzidas, muitas
para uso em ralis. As primeiras 2.500 eram para homologação para as provas do Grupo
A (ao lado); as demais saíram com turbina menor, para enchimento mais rápido,
e 221 cv.

Para uso em rua (acima), vinha com bancos dianteiros Recaro, teto solar, controle elétrico dos vidros e travas. O duplo aerofólio traseiro e outros apêndices aerodinâmicos pioravam seu
Cx para 0,38, mas geravam boa sustentação negativa: 4,5 kgf no eixo dianteiro e 19,3 kgf no traseiro a 180 km/h. Ainda assim chegava a 220 km/h
-- e acelerava de 0 a 96 em 6,9 s, rápido como todo carro
para ralis.
Nunca venceu um campeonato mundial, mesmo com o renomado piloto espanhol Carlos
Sainz. Mas marcou época. |