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Quando a Volkswagen começou a participar dos ralis de velocidade com a equipe oficial, em 1984, iniciou-se o trabalho de preparação dos Gols. Num carro de rali, um dos itens mais importantes é a estrutura, que deve ser resistente para poder enfrentar as condições mais difíceis imagináveis para um veículo: trafegar em elevada velocidade por estradas de terra na maior parte das vezes bem precárias.
Na ocasião, a Engenharia de Chassi da VW foi enfática: não seria necessário reforço adicional na estrutura
dianteira
além de reforçar os pontos de solda do assoalho. Ou seja, a barra de reforço entre as torres
(stress bar) que alojam as suspensões era desnecessária, visto que toda a estrutura do Gol era superdimensionada.
Assim foi que, na primeira apresentação no exterior, no Rallye del Lago, no Uruguai, em fevereiro de 1985,
comissários técnicos e espectadores ficaram surpresos, na vistoria técnica, ao ver que o Gol GT 1,8 não possuía a tal barra. Muitos chegaram a
aconselhar a mim, então o chefe da equipe, que a instalasse sob pena de ter a dianteira deformada nas aterrissagens após os saltos.
Pois os Gols da equipe oficial nunca tiveram aquela barra de
reforço. Um dos carros chegou a competir cinco anos sem
substituição do monobloco, uma vez que passou incólume quanto a
acidentes, o que há de mais comum nos ralis.
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Cinco anos de solicitação extrema sem nenhuma deformação
dianteira, que era atestada a cada operação de alinhamento de rodas.
Em questão de resistência, o Fusca teve mesmo sucessor.
Bob Sharp |