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Esse conceito básico, embora nunca aplicado aos modelos europeus da marca, já existia na Alemanha em 1969, quando a VW desenvolveu o projeto EA-276. Hoje exposto no Museu Volkswagen, em Wolfsburg, era um
hatchback com motor boxer dianteiro arrefecido a ar, traseira curta e teto longo, eixo traseiro de torção e tanque de combustível sob o banco posterior -- todos elementos do primeiro Gol, exceto a localização do tanque. |
| O primeiro
Gol, em 1980: estrutura robusta e ótima estabilidade, mas desempenho
comprometido pelo velho motor "a ar" de 1,3 litro herdado do
Fusca, ao qual vinha substituir |
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Em maio de 1980 o Gol chegava ao mercado, nas versões básica e
L, produzido na nova fábrica em Taubaté. Seu nome, associado a esportes como outros da VW (Golf, Polo, Derby), lembrava a paixão brasileira pelo futebol. O desenho era atual e agradável, com frente em cunha, boa área envidraçada, faróis e lanternas pequenos e simples, pára-choques metálicos cromados. O interior combinava elementos do Passat
a instrumentos retangulares em uma faixa horizontal, como na Variant II. |
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O interior
trazia elementos modernos como cintos de três pontos, opcionais. O
painel lembrava o do Passat, mas com os instrumentos pequenos e
retangulares da Variant II |
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O motor refrigerado a ar, além de destoar da concepção moderna do Gol, tinha potência insuficiente para suas pretensões. A VW deve ter acreditado que o carro só poderia vingar, especialmente no interior do País, com o consagrado coração do Fusca. Por outro erro de avaliação, a marca priorizou a economia de combustível e optou pela versão de 1.285 cm3 com um só carburador, quando o próprio Brasília vinha com 1.584 cm3 e, desde 1976, dupla carburação. |
| Com apenas um
carburador, era possível alojar o estepe sob o capô, para maior
capacidade do porta-malas. Uma concessionária descobriu como
mantê-lo assim mesmo com o segundo carburador adotado em 1981 |
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A decepção era maior porque o chassi permitia tomar as curvas com notável agilidade e segurança para a época. A suspensão dianteira McPherson, com subchassi, a geometria de direção com
raio negativo de rolagem e a traseira com eixo de torção de novo conceito seguiam os princípios básicos do Passat; os pneus eram radiais, 155/80 R 13; e os freios utilizam duplo circuito em diagonal, com discos na dianteira. Era uma clara evolução sobre o Brasília ou mesmo o Chevette, mas o carro não "andava". |
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