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Fabricar automóveis no Brasil era uma prioridade do presidente Juscelino Kubitschek. Prometendo realizar "50 anos em 5", JK assinou em 16 de maio de 1956 o decreto no. 39.412, que criava o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA), comandado pelo ministro de Viação e Obras Públicas, o almirante Lúcio Meira -- um lutador pelos veículos nacionais. Coube ao GEIA estabelecer as regras para implementação da indústria automobilística brasileira. Curiosamente, às pioneiras Ford (1919) e General Motors (1925) foi atribuída a missão de fabricar... caminhões. |
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Sem benefícios
fiscais, o pequeno Romi custava o dobro do que deveria. Foi o primeiro
carro nacional, mas de acordo com o GEIA esse título cabe à perua
DKW-Vemag |
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A Romi havia obtido já
em 1953 a licença para a produção brasileira do Isetta. Lançado em setembro de 1956, com um desfile dos carrinhos por avenidas de São Paulo, a publicidade do Romi-Isetta falava em "rodar à frente do progresso", anunciando-o "para orgulho de todos os brasileiros". O destino, porém, seria cruel para o pequeno veículo. |
| Além da troca
do motor Iso pelo BMW, o Romi-Isetta recebeu modificações como
faróis mais altos, novo acabamento e a suspensão "Ação
Total" no modelo 1959, o último produzido em série |
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O motor inicial era o Iso de 198 cm3, substituído mais tarde pelo BMW de 298 cm3 e 13 cv. Outras modificações foram efetuadas durante a vida do Isetta nacional: faróis mais elevados a partir de 1957, por força da legislação, e carroceria pouco mais ampla no ano seguinte. Em 1959
chegava a versão300 DeLuxe, com avanços técnicos como novo motor BMW,
suspensão dianteira com molas helicoidais (a chamada "Ação Total"), acabamento interno e painel. |
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Com bitola
traseira inferior à metade da dianteira, dirigir um Isetta (como esta
versão BMW) era experiência única. Observe o teto solar de lona e a
"grade" do motor, uma tomada de ar na lateral direita |
Em 1959 morria Américo Emílio Romi,
seu grande defensor dentro da empresa, e dois anos depois o Isetta era descontinuado. Entre versões Iso e BMW, foram fabricadas no Brasil cerca de 3.000 unidades. Houve tentativas de acordo, sem sucesso, com a BMW e a Citroën. A empresa cogitou também da produção de um modelo maior
(saiba mais), mas o projeto foi abandonado, extinguindo em definitivo a fabricação de automóveis pela
Romi. Continua |
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