| Diaseta,
uma nova tentativa |
Duas décadas depois de seu fim, em 1980, o empresário do ramo de autopeças Humberto Dias, de São Bernardo do Campo, SP, apresentou na Exposição da Pequena e Média Indústria, realizada na capital paulista durante a Brasil Export 80, o protótipo de um novo Isetta. Denominado Diaseta, fusão de seu sobrenome com a marca original, era um Romi-Isetta de motor BMW com algumas alterações, como pára-choques inteiriços, faróis e luzes de direção integrados ao dianteiro e duas tomadas de ar laterais.
As lanternas traseiras eram emprestadas do Gol, incluindo luzes de ré ausentes do modelo antigo, e foi eliminado o teto solar -- mas havia intenção de reintroduzi-lo para, imagine, aumentar a segurança em caso de colisões... O pára-choque maior implicou a redução da base da porta única e no painel foram adotados instrumentos do Fiat 147.
Dias pretendia fabricar o motor a partir do projeto original
da BMW, o que demonstrava desconhecimento das dificuldades
envolvidas.
Apesar do momento mais propício a minicarros -- vários outros foram apresentados na mesma época, como Alcar, Dacon 828, Economini, Fibron 274, Mignone, Gurgel Xef --, o projeto fracassou e o Isetta permaneceu apenas na memória dos saudosistas.
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