O interior do Kadett seguia as linhas gerais do Monza, mas com desenho próprio. Os bancos dianteiros traziam ajuste de altura efetivo (não apenas de inclinação como em alguns VW) e o painel podia vir com computador de bordo e sistema de verificação e controle
(check/control). No GS, bancos Recaro, volante esportivo de três raios e instrumentos com grafia e iluminação em vermelho garantiam a esportividade -- embora houvesse no painel um vacuômetro, incoerente com sua proposta. O volante do SL e do
SL/E, em "V" invertido, trazia a novidade de ressaltos na parte interna do aro para melhor posicionamento das mãos. |
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O estilo
atraente do GS incluía saídas de ar no capô, faróis de neblina e
rodas de 14 pol. Com pneus 185/60 e suspensão firme, seu
comportamento em curvas era excelente |
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Também na mecânica estavam os traços do Monza, a começar pelo motor transversal de 1,8 (95 cv, a gasolina ou álcool) e 2,0 litros (110 cv, sempre a álcool), este apenas no
GS, passando pela transmissão, freios e suspensão. Esta trazia um recurso opcional nunca aplicado a um carro nacional: ajuste de altura da traseira, por um sistema pneumático (bolsas de ar nos amortecedores), calibrado em postos como um pneu e que permitia nivelar o veículo em função da carga transportada. |
| O interior
bem-acabado do SL/E: conta-giros, volante e
assento ajustáveis em altura e, no centro do painel, computador de
bordo e sistema de verificação e controle |
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Além do motor mais potente, o esportivo recebia relações de marcha mais próximas entre si
(close ratio), pneus 185/60-14 (em vez de 165/80-13) e molas, amortecedores e estabilizadores mais firmes. Seu comportamento dinâmico era dos mais precisos, mas o conforto saía um pouco prejudicado. A direção sem assistência era mais rápida, sanando um inconveniente das demais versões, mas bastante pesada -- o melhor era optar pela assistida. |
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Painel em
vermelho, bancos Recaro, volante de |
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Levou cerca de um ano para que providências fossem tomadas. Em junho de 1990 o GS
ganhava diferencial mais longo (de 3,94:1 para 3,74:1) e pneus de perfil mais
alto, 185/65-14, novidade no mercado, ambos alongando a transmissão. Atendendo à crescente demanda passava também a ser disponível a gasolina,
com potência oficial de 99 cv -- mas sabe-se que havia pouco mais, omitidos para colocá-lo em
faixa tributária mais vantajosa. |
| A Ipanema
nunca fez grande sucesso com seu estilo polêmico. Esta versão, a
série especial Wave de 1991, seguia as características de estilo do
Kadett Turim lançado um ano antes |
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A
perua Ipanema Ainda em 1989 a linha Kadett ampliava-se com a chegada de uma
perua igual à Kadett Caravan alemã, que aqui recebia o bem brasileiro nome Ipanema. Também disponível apenas com duas portas, nunca foi unanimidade por seu estilo, com o corte da traseira bem vertical e janelas laterais retangulares. Mas oferecia um bom compartimento de
bagagem e o eficiente conjunto das versões SL e SL/E do Kadett: o bastante para aposentar em pouco tempo a Marajó, derivada do Chevette e nada mais que sua "avó" na Europa.
Continua |
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