|
Pela primeira vez um GM nacional tinha o motor em posição transversal -- o segundo no Brasil, após o Fiat 147 -- e a tração nas rodas dianteiras, que anteviam bom desempenho e baixo consumo. A posição do motor levou ao capô mais curto do que nas instalações longitudinais, resultando em comprimento total menor -- e não necessariamente em maior espaço interno, que muitos atribuem, de maneira equivocada, aos carros de motor transversal. A marca ganhava, enfim, um forte representante no segmento médio, ocupado pelo VW Passat e o Ford Corcel II. |
| O primeiro Monza: carroceria hatchback de três portas, linhas muito modernas, inovações mecânicas -- e desempenho modesto | ![]() |
|
As linhas eram bastante aerodinâmicas, com
Cx de 0,39, e diferentes de seus veteranos irmãos Chevette e Opala. Destaque para os faróis em forma de trapézio, a grande área envidraçada e as laterais "limpas", com poucos vincos e frisos na carroceria. Como as portas eram maiores que as do cinco-portas alemão, a GM providenciou quebra-ventos -- à época exigidos pelos brasileiros, tanto que não existiam no Chevette e foram inseridos no modelo 1983. |
![]() |
O acabamento era criticado, sobretudo na versão básica, e o motor 1,6 inicial não dava conta do recado. Mas a GM sanaria os problemas mais tarde |
|
Mas havia novos e bons detalhes: as janelas traseiras basculantes tinham um comando giratório, podendo ser abertas em vários ângulos; o banco
posterior era bipartido, para melhor combinação de carga e passageiros; a cobertura do porta-malas permitia o acesso à bagagem pelo interior; os cordões que erguiam essa cobertura junto da tampa recolhiam-se, com elásticos, para não ficar soltos; e a caixa de relês e fusíveis estava sob o painel, bem acessível. |
| Carro mundial: o câmbio era japonês, o eixo traseiro alemão, o braço dianteiro australiano. E o motor brasileiro era exportado para a Europa | ![]() |
|
Entre as boas soluções mecânicas estavam o distribuidor acionado diretamente pela árvore de comando de válvulas, eliminando engrenagens; cabeçote de fluxo cruzado, com admissão por um lado e escapamento pelo outro (a exemplo do Chevette); alavancas tipo dedo para transmitir movimento dos ressaltos do comando às válvulas, com tuchos hidráulicos; câmbio com lubrificação permanente, que dispensava troca; embreagem de fácil remoção, podendo disco e platô ser retirados sem tirar o câmbio; e freios a disco ventilados nas rodas dianteiras, que nem o Ascona possuía. |
![]() |
Distribuidor acionado pelo comando de válvulas, câmbio com lubrificação permanente, embreagem de fácil remoção, freios a disco ventilados: boas soluções técnicas |
O Monza não oferecia grande desempenho, porém. O único motor disponível, o 1,6 de carburador de corpo simples e 73 cv de potência, a gasolina (72 cv a álcool), era insuficiente para deslocar com agilidade os 1.035 kg do
hatchback, exigindo cerca de 16 s na aceleração de 0 a 100 km/h e impondo velocidade máxima
próxima a 150 km/h. O câmbio de quatro marchas também estava em desvantagem diante das cinco do Corcel II. Os compradores de um carro tão moderno certamente desejavam mais -- o que a GM providenciaria no mesmo ano. |
|
Carros do Passado - Página principal - Escreva-nos © Copyright 2001 - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados |