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Na linha 1983, a opção de motor 1,8 a gasolina (ainda com carburador simples) de 86 cv, com torque máximo de 14,5 m.kgf, trouxe novo alento ao desempenho do Monza. O maior diâmetro dos cilindros respondia pelo aumento da cilindrada. Como o 1,6, era de uma nova linha de propulsores -- a Família II --, diferente da linhagem dos 1,4 e 1,6 do Chevette. A velocidade máxima passava para 160 km/h e de 0 a 100 km/h bastavam 14 s, tempo competitivo ao Passat 1,6 do mesmo ano. |
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Esta carroceria era projeto exclusivo para o Brasil. Além dos quebra-ventos, foi inserida uma curva na extremidade traseira das janelas para evitar vidros grandes demais |
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A elegância do três-volumes
Com o novo motor, o Monza ganhava a aceitação do consumidor. Mas os
hatchbacks estavam perdendo apelo no Brasil, o que justificava a nacionalização dos elegantes Asconas de três volumes, com duas e quatro portas. O primeiro a chegar foi o quatro-portas, em maio de 1983 -- a exemplo do Astra atual, a GM optou por sedã e
hatch complementares em número de portas, não oferecendo a praticidade do
hatchback cinco-portas. |
| As bonitas versões de duas e quatro portas foram fundamentais para levar o médio da GM à liderança de vendas durante três anos, de 1984 a 1986 | ![]() |
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Para a maioria, a combinação ideal ainda era o três-volumes de duas portas -- e com os quebra-ventos! --, lançado em setembro de 1983. Os quebra-ventos eram sobretudo uma necessidade técnica, para que o vidro da enorme porta não ficasse tão grande e difícil de ser acionado. Em apenas um ano e meio de mercado, o Monza já era uma família com três opções de carroceria e duas de motorização. |
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A imagem de tecnologia atual era explorada na publicidade do Monza. Em dois anos a linha já contava com motores 1,6 e 1,8 a gasolina e a álcool e versões sedã de 2 e 4 portas, além do hatch |
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Foi a partir de 1984 que o Monza se consagrou. Nesse ano e nos dois seguintes, foi o carro mais vendido do País, desbancando o Chevette (campeão em 1983) e o líder de décadas, o
Fusca. Nunca se vira por aqui um carro médio, longe de ser popular, conquistar o título -- e por três anos consecutivos! Contribuiu, certamente, a chegada do potente (96 cv) motor 1,8 a álcool em março de 1984, já que o combustível vegetal era esmagadora maioria entre os carros zero-quilômetro. |
| Grade, spoiler, calotas e lanternas eram novidades externas em 1985, mas o melhor era o interior mais equipado e com acabamento bem superior | ![]() |
Como tudo o que vende bem se desgasta, a GM resolveu aplicar a seu carro-chefe as modificações já efetuadas no Ascona alemão. E escolheu uma meia-estação -- maio de 1985 -- para o processo, gerando críticas dos muitos compradores que, investindo num novo carro nos primeiros meses do ano, esperavam permanecer atuais por no mínimo seis meses. Essa prática persiste até hoje na GM. |
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