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No interior é que estavam os grandes aprimoramentos. Para começar, o aguardado painel de seis instrumentos, incluindo conta-giros, voltímetro e indicador de consumo do tipo vacuômetro (na verdade um recurso condenável, pois é com grandes aberturas de acelerador e baixas rotações que se obtém maior economia). O Santana, um ano antes, apresentava um instrumento que ajudava o motorista a dirigir com menor consumo, indicando o momento de trocar para a marcha superior e, quando em quinta, informando o consumo instantâneo. |
| O S/R era um esportivo como não se vê mais no segmento: motor, câmbio e suspensão especiais, comportamento e estilo agressivos. Apesar de pesado, conquistou muitos admiradores | ![]() |
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O novo volante tinha quatro raios e os bancos ganhavam encosto de cabeça separado e melhor revestimento. No traseiro havia encostos de cabeça e apoio de braço central, opcionais, para segurança e conforto. Os pinos de travamento das portas viravam passado com a adoção de excelentes travas junto às maçanetas -- uma das grandes sacadas que a GM mais tarde aboliria sem explicação. Havia luzes de leitura e até um espelho de cortesia com iluminação para o passageiro. O acabamento era, enfim, digno do sucesso do automóvel. |
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Com carburador duplo, câmbio de relações próximas e escapamento de menor restrição, acelerar o S/R através das marchas era um verdadeiro prazer |
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Lançado em setembro de 1985, o S/R agradou. Trazia spoiler dianteiro
(com faróis de neblina) e traseiro, rodas de 14 pol de aro com pneus 195/60
(13 pol e 185/70 nas outras versões) e pintura em preto da parte inferior da carroceria, em um conjunto agressivo e imponente. Os frisos e logotipos vinham em vermelho e preto, com o
1.8/S indicando uma mecânica especial. Abaixo dele, a útil luz de neblina traseira. |
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Bancos
Recaro e instrumentos com grafia vermelha traziam para o interior a A potência passava de 96 para 106 cv, e o torque, de 14,8 para 15,3 m.kgf, mas a regime mais elevado. O câmbio era exclusivo, de relações mais próximas entre si
(close-ratio): marchas mais curtas da segunda à quinta (que correspondia à quarta do SL/E), mas com diferencial mais longo. O resultado era dos melhores. Sem apresentar fraqueza em baixa rotação, o S/R chegava à faixa vermelha do conta-giros até na quinta marcha, com ímpeto e ronco estimulantes, de deixar com vergonha o comportado Astra Sport de hoje. |
| O Monza continuava ganhando sofisticação: o Classic tinha farto equipamento de série e até opção de pintura em dois tons, de pouco sucesso | ![]() |
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Em um perfil oposto, mas também no topo da linha, aparecia em abril de 1986 o Monza Classic. A nova versão de luxo vinha com faróis de neblina, rodas de alumínio raiadas de desenho clássico, molduras laterais largas e revestimento interno sofisticado.
Até pintura em dois tons era oferecida, embora sem muito sucesso. Itens opcionais no SL/E, como direção assistida, ar-condicionado e controles elétricos de vidros, travas e retrovisores, eram de série no Classic, que emprestava do S/R o carburador duplo, passando a 99 cv. Mas o restante da mecânica era original do SL/E, do câmbio longo aos pneus 185/70. |
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