O
Opala foi bem-sucedido também em competições. Sua primeira
vitória veio logo: no início de 1969 o famoso Chico Landi, com
um carro da equipe de Eugênio Martins (ao lado), vencia a
prova Governador Paulo Pimentel, restrita a carros nacionais e
realizada em comemoração ao aniversário de Curitiba, PR.
Na década de 1970 o Opala
foi muito usado em competições, no começo altamente preparado
para a categoria Turismo Especial Brasileiro (Divisão 3),
depois em regulamentos mais conservadores como os da Turismo
de Série, tanto segundo regulamento nacional (Divisão 1),
quanto internacional (Grupo 1), ditado pela então Federação
Internacional do Esporte Automóvel (FISA), o braço esportivo
da Federação Internacional do Automóvel.
As disputas mais
renhidas envolvendo o Opala foram no Campeonato Brasileiro de
Turismo de Série, em provas de média e longa duração, como a 25
Horas de Interlagos, realizadas em 1973, 1974 e 1975. A GM,
por questão de política interna, não tinha equipe oficial
representado-a -- ao contrário da Ford, que utilizava os
serviços de Luiz Antônio Greco, um dos chefes de equipe que
mais vitórias teve no mundo. Havia equipes de vários
estados que corriam de Opala, como a Chepala, do Rio Grande do
Sul, e a Motorauto, de Minas. |
A primeira tinha como principal
piloto o jornalista Pedro Pereira Carneiro, falecido
tragicamente em 1973 num acidente de pista em Tarumã com um
Divisão 3. Pela Motorauto passaram pilotos como Toninho da Matta,
pai de Cristiano da Matta, que hoje está na Fórmula 1
(Toyota), e o jornalista Bóris Feldman, atualmente editor do
caderno de veículos do jornal Estado de Minas. Os
Opalas venceram muitas corridas nesse período.
A fase mais famosa do Opala nas pistas, porém, tinha início em 22 de
abril de 1979, com a primeira prova do Campeonato Brasileiro de Stock Car, no autódromo de Tarumã, próximo a Porto Alegre, RS.
Inspirada na lendária Nascar
americana, a categoria utilizava apenas Opalas de seis
cilindros (foto central), preparados com componentes nacionais. Entre os
pilotos dessa fase da Stock estão nomes conhecidos, como José
Carlos Palhares (o "Capeta", que fez a primeira pole position),
Ingo Hoffmann, Raul Boesel, Affonso Giaffone Júnior e Paulo
Gomes, o Paulão. |
Em 1987 a aparência dos Opalas era totalmente modificada, com a
adoção de componentes de carroceria em plástico com
fibra-de-vidro (ao lado), que melhoravam a aerodinâmica e a
estabilidade. Em
seu último ano nas pistas, 1992, o motor de 4,1 litros a álcool
desenvolvia potência de 270 cv a 5.800 rpm e torque máximo de 43
m.kgf a 5.500 rpm, com uma preparação que incluía carburador de
corpo duplo Weber 44, taxa de compressão mais alta (12:1) e
comando de válvulas bem mais "bravo".
O câmbio era o Clark 2505 de cinco marchas, e os freios, uma
curiosa combinação de discos ventilados do caminhão Ford F-4000
na frente e do picape D-20 (dianteiros) na traseira. O Stock
usava rodas de 10,5 x 16 pol, pneus Pirelli P7 Corsa e pesava
1.180 kg, graças à substituição dos componentes "de rua" por
outros mais leves: portas e capô em fibra, acrílico em vez de
vidros nas janelas, ausência de revestimentos. Acelerava de 0 a
100 km/h em 6,4 segundos.
Depois de 13 anos de uma carreira bem-sucedida, o veterano cupê
cedia o lugar nas pistas para o recém-chegado Omega, em 1993.
Mas o venerado 4,1-litros a álcool, ainda com carburador,
permaneceria por anos equipando o moderno sedã nas competições (saiba
mais). |
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