Como relação final longa contribui decisivamente para consumir
menos, a GM passou a oferecer um câmbio opcional para o Opala,
em 1977, em que a relação de quarta (e última) marcha era 0,86.
Como ter feito isso foi uma solução de gênio, já que a quarta
era de engate direto, sem atuação de engrenagens, e não se
pretendia reprojetar o câmbio inteiro.
Bastou encomendar ao fornecedor o câmbio de quatro marchas com a
segunda do três-marchas, 1,68:1 no lugar de 2,02, e a terceira
0,86, em vez de 1,39. Como o comando de câmbio ainda era
externo, por hastes desde a parte inferior da alavanca, bastou
inverter |
o braço correspondente à terceira e à quarta, junto à caixa (em
vez de ficar para cima, ficou para baixo). Com isso, quando se
passava a terceira, na realidade estava-se engatando a quarta
(1:1) dentro da caixa. E quando a alavanca vinha para trás, para
a quarta, era a terceira (0,86) que passava a atuar.
Essa foi a maneira simples da GM oferecer um câmbio “3+E” numa
caixa de última marcha direta. Em lugar do quatro-marchas
normal, de relações 3,07, 2,02, 1,39 e 1,00, tinha-se um de
3,07, 1,68, 1,00 e 0,86. Esse era o genial câmbio Ômega.
Bob Sharp |