| O mais potente vinha
substituir o anterior 1,8-litro de 139 cv, de desempenho
sofrível em baixa rotação. Mais tarde aparecia o VR6,
um V6 de ângulo bem estreito (15°) entre as bancadas de
cilindros, cabeçote único, 2,8 litros e 174 cv. Chegava
a 218 km/h e fazia de 0 a 100 km/h em 8,9 s. A chamada "quarta geração" do Passat, lançada no Salão de Genebra de 1993, tratava-se na verdade de uma reestilização na carroceria anterior (quem disse que esse golpe de marketing é exclusivo da VW brasileira?), com a volta da grade dianteira. Três anos depois aparecia a atual geração, com desenho totalmente novo, inspirado no Audi A6, do qual também empresta motores, câmbio manual e manual-automático Tiptronic, suspensão e outros componentes. Mede 4,68 m de comprimento, aumento substancial sobre os 4,29 m da primeira geração. |
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Apenas um ano depois da Europa, o Passat brasileiro: linhas modernas, motor 1.500 e uma série de inovações dentro da linha VW e do próprio mercado |
O Passat no Brasil
Em setembro de 1974 o
Passat era lançado no País como o mais moderno carro
nacional. Disponível com duas portas e dois tipos de
acabamento -- L e LS, este mais luxuoso --, tinha
carroceria atual e atraente logo à primeira vista. Era
12 cm mais longo que o Fusca, mas oferecia espaço
interno muito superior. Muitos logo notaram os bancos
dianteiros mais baixos do que o normal, feitos para alemães
de 1,90 m, que em pouco tempo foram levantados pela fábrica
para ficarem adequados à estatura média dos brasileiros. |
| Concessionárias
e mecânicos criticaram a novidade, que chegou a ser
chamada de anti-VW -- mas seria um grande sucesso |
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No lançamento
para os concessionários, realizado no Rio de Janeiro,
uma forte tempestade parecia encomendada para o nome de
vento do novo carro. Conta-se que a maioria dos
concessionários só teceu críticas ao Passat, chamando-o
de anti-Volkswagen -- haviam feito o mesmo por ocasião
do lançamento da Brasília um ano antes, modelo que a
essa altura era um sucesso absoluto de vendas. |
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A versão de três portas, lançada em 1976, adicionava praticidade no transporte de cargas volumosas, mas foi rejeitada por muitos porque a suspensão firme resultaria em mais ruídos; a duas-portas acabou prevalecendo até o fim da produção do Passat |
| Moderno e eficiente,
tinha 1,5 litro de cilindrada e potência líquida de 65
cv, a mesma do atual Ford Zetec Rocam 1-litro. A tração
era dianteira, mas eram utilizadas, também pela primeira
vez no Brasil, juntas homocinéticas, estabelecendo novo
padrão em comportamento de direção. O carro andava bem,
tinha ótima estabilidade e dirigibilidade, num nível até
então desconhecido no Brasil. A coluna de direção era
deformável: em caso de colisão frontal, amenizava o
impacto do motorista contra o volante. Os freios exibiam duplo circuito atuando em diagonal -- outra novidade na produção nacional. Se um dos circuitos falhasse, os freios de duas rodas diagonalmente opostas (dianteira esquerda e traseira direita, por exemplo) permaneceriam atuando, assegurando exatos 50% da capacidade de frenagem -- nos sistemas de um circuito em cada eixo a perda dos freios dianteiros é extremamente perigosa. |
| Um clássico tomava forma: em 1976 o Passat TS conquistava os amantes da velocidade, com um saudável motor 1,6 e a melhor estabilidade dos carros de seu tempo | ![]() |
E o carro
não tenderia a alterar o rumo nessa situação, porque a
suspensão dianteira, do tipo McPherson, adotava -- também
uma primazia -- raio de rolagem negativo (saiba
mais). Devido a
essa característica, as rodas tinham visual diferente do
que se estava acostumado, com o disco da roda bem
protuberante em relação ao aro. |
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