
O Passat brilhou nas pistas
brasileiras, sempre na versão TS e movido a álcool,
como se exigia na época. Os primos Carlos e
Ernesto Farina faturaram o Campeonato Brasileiro
de Rali de 1977, vencendo em Santa Catarina, Rio
Grande do Sul e Paraná. Não pontuaram no Rio e
chegaram em quinto na prova de São Paulo. O
carro era muito bom de lama e terra.
O Rali do Brasil,
válido para o Campeonato Mundial de 1982, foi
disputado por 58 carros. Foi uma prova duríssima;
só chegaram nove ao final. O quarto colocado
geral foi um Passat de série, a gasolina, e em
quinto um Passat a álcool. Derrotaram muitos
concorrentes de renome nacional e internacional e
chegaram inteiros. O primeiro foi um Audi Quattro,
primo rico do nosso VW.
Na 500 Milhas de
Interlagos de 1975, Francisco Artigas e Eduardo
Doria venceram a prova na classe A e também o
campeonato brasileiro. Na Divisão 1, classe para
carros até dois litros, os Passats dos pilotos
Toninho da Matta e Edson Yoshikuma chegavam a ter
160 cv de potência a 8.000 rpm. Tinham dois
carburadores duplos e as cornetas de aspiração
eram visíveis com o capô aberto. Chegava a 220
km/h. A carroceria recebia spoiler dianteiro,
aerofólio traseiro, pára-lamas dianteiro e
traseiro alargados.
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Por dentro tinha estrutura
de proteção, bancos especiais e acessórios específicos para
competição. O TS e o Dodge Polara
duelaram em nossos autódromos no final da década
de 70 e início da de 80, apesar das várias
confusões do regulamento da CBA.
Na Mil Milhas realizada em
Interlagos em 1982, ganhou o Passat na categoria
Hot Car com Edson Yoshikuma, Clemente Faria e José
Junqueira. E nesta, como em corridas de longa
duração do mesmo estilo, enfrentou carros de
maior cilindrada e com mais potência e se saiu
muito bem.
Na categoria Hot
Car também marcou presença. Os modelos eram
muito modificados, tanto na carroceria quanto na
parte mecânica. No campeonato de 1983 quase
todos os competidores usavam carros VW. A maioria
era Passat, poucos Voyages e um Fusca, também
conhecido na época como "Pinico Atômico".
Com motor 1,14-litro
turbo sem resfriador de ar (intercooler), que beirava os 135 cv
líquidos, conquistou o tricampeonato
brasileiro de marcas para a Volkswagen, em 1986 (foto).
A curiosa cilindrada resultava do regulamento técnico,
que permitia superalimentação com coeficiente
de equivalência 1,4 (atualmente 1,7) em relação
ao motor de aspiração atmosférica. Assim 1,14
x 1,4 = 1,6 litro, em números redondos. Essa
equivalência é determinada internacionalmente
pela FIA.
No ano seguinte o
regulamento admitia motor 1,6 e turbocompressor,
sendo comuns potências da ordem de 250 cv. Tinha
como concorrentes os Escorts da equipe Greco e os
Fiats Uno turbo. Tudo seguindo o regulamento técnico
da Confederação Brasileira de Automobilismo, o
Grupo "B" Brasil.
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