Tradicional na produção de caminhões leves, a Willys lançava nos EUA já em 1946 uma versão com caçamba do Jeep, o Pickup Willys. Da aparência frontal à distância entre eixos, passando pela mecânica, era muito similar à Station Wagon, podendo transportar 500 kg de carga. No ano seguinte aparecia uma versão de entreeixos longo, apta a uma tonelada.
No Brasil, onde se chamava Pickup Jeep, foi lançado em 1961 com tração 4x2 e um ano depois com 4x4, já com a frente mais agressiva
(foto) adotada na Rural brasileira. Desta utilizava também a mecânica, embora alguns picapes tenham utilizado motor diesel, ainda nos anos 60. Versatilidade não faltava com as versões ambulância, bombeiro e carro-forte, todas originais de fábrica.
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Foi por muito tempo o único picape nacional a reunir tração 4x4, reduzida e roda-livre -- e o mais barato deles. Rebatizado F-75 em 1972, deixou de ser produzido apenas
10 anos depois, quando usava o motor 2,3 do Maverick e tinha até mesmo opção a álcool. Seus admiradores recusaram-se a
trocá-lo por outros modelos mesmo vários anos após o encerramento da produção.
A versão militar
F-85 (ao lado), criada em 1962, substituiu picapes Dodge da Segunda Guerra Mundial e foi muito utilizada pelo Exército, Marinha e Fuzileiros Navais, além de exportada para Portugal. Recebia pára-choques reforçados, grades protetoras nos faróis, guincho mecânico, gancho para reboque na traseira e pára-brisa rebatível. Uma capota de lona eliminava o teto e não havia portas. Para transporte de pessoal podia chegar a 10 lugares. Alguns foram equipados com metralhadoras, outros com canhões. E ganharam um curioso apelido: "Cachorro Louco".
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